Rui Moreira: Prioridade da STCP não deve ser o défice

O Presidente da Câmara do Porto assinalou que a STCP não deve preocupar-se primeiramente com o défice. "Temos de transportar mais e melhor os passageiros", sublinha.

A STCP deve tentar transportar “mais e melhor os passageiros”, mais do que preocupar-se com o equilíbrio do défice, afirmou esta quinta-feira o presidente da Câmara do Porto. Na entrevista que deu no ECO Talks, esta manhã no Porto, Rui Moreira sublinhou que a gestão anterior da STCP tinha tentado “equilibrar o seu défice perdendo passageiros”, algo que o presidente espera que venha a mudar com a nova gestão intermunicipal.

“É possível manter as contas aumentando a eficácia. A STCP tentou equilibrar o seu défice perdendo passageiros. A nossa missão enquanto municípios tem de ser o contrário: com este défice temos de transportar mais e melhor os passageiros”, considera o autarca portuense.

Rui Moreira, entrevistado pelo publisher do ECO, António Costa, no ECO talks.
Rui Moreira, entrevistado pelo publisher do ECO, António Costa, no ECO talks.Paula Nunes/ECO

Para Rui Moreira, a prioridade deve voltar a dar aos passageiros uma sensação de fiabilidade na STCP: “Temos de recuperar a identidade e a credibilidade da empresa”, afirmou, acrescentando que os portuenses devem deixar de sentir necessidade de se deslocar de carro na cidade.

O novo modelo de gestão da STCP, que vai ser gerido pelos municípios do Porto, Matosinhos, Gaia, Gondomar, Valongo e Maia num contrato que vai durar um máximo de sete anos, deverá estar ativo a partir do final de março, afirmou o autarca, confessando que “a burocracia é terrível”. Após aprovação das várias autarquias, a proposta ainda tem de ser aprovada pelo Tribunal de Contas.

O presidente da Câmara também sublinhou a importância de ter um modelo distinto do da Carris. “A Carris é uma empresa de concelhia, funciona em Lisboa. Aqui funciona em seis municípios”, afirmou. “O Porto deve ser solidário com os outros municípios. O modelo teria de ser intermunicipal. O modelo encontrado é de gestão. A empresa continua a ser do Estado.”

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