Carlos Álvares: “Popular está para ficar”

  • Rita Atalaia
  • 11 Fevereiro 2017

É assim que o presidente do Banco Popular responde às notícias de que o banco estaria de saída de Portugal. "Estamos para ficar!", ajudando as empresas e as famílias, diz Carlos Álvares ao ECO.

“Estamos para ficar!”. É assim que Carlos Álvares, presidente o Banco Popular, responde às notícias de que o banco estaria de saída de Portugal. Uma possibilidade que foi levantada depois de a instituição financeira ter apresentado o pior resultado da sua história. Em declarações ao ECO, Carlos Álvares, presidente do Popular, diz que o banco teve de passar por uma reestruturação, eliminando agências e postos de trabalho. Mas que este processo não o vai afastar de Portugal, onde vai continuar a apoiar o “tecido empresarial e as famílias portuguesas”.

A publicação Cinco Días avançava ontem que o Banco Popular poderia estar de saída de Portugal. Porquê? Para evitar a necessidade de ter de avançar para um aumento de capital. Mas não é bem assim. Carlos Álvares, presidente do Banco Popular, deixa claro que “estamos para ficar! E com o desígnio de apoiar o tecido empresarial (mesmo nos anos de crise, o banco nunca parou de crescer em crédito no nosso país) e as famílias portuguesas”, explica ao ECO.

"Estamos para ficar! E com o desígnio de apoiar o tecido empresarial (mesmo nos anos de crise, o banco nunca parou de crescer em crédito no nosso país) e as famílias portuguesas”

Carlos Álvares

presidente do Banco Popular

A possibilidade de uma alienação foi levantada poucos dias depois de o grupo, com sede em Espanha, ter apresentado o pior resultado da sua história, com os prejuízos a ascenderem ao valor recorde de 3.485 milhões de euros em 2016. Um resultado que se deveu ao esforço extraordinário na constituição de provisões para limpar o balanço do banco, numa altura em que o malparado no Popular suscita preocupação.

“O Popular atravessou um processo de ajustamento que envolveu 47 agências e 300 colaboradores, à semelhança do que está infelizmente a acontecer em toda a indústria financeira. Conta neste momento com 119 agências e cerca de 950 colaboradores“, refere Carlos Álvares. O presidente nota que o setor financeiro está a passar por uma transformação e “o Popular acompanha este processo”.

De banco a sucursal

O Popular anunciou recentemente que a sua operação em Portugal vai passar a tornar-se numa sucursal do banco espanhol, uma medida que implica a integração da atividade do Popular Portugal no grupo. Esta decisão foi conhecida depois de o Popular Portugal ter anunciado em novembro do ano passado que iriam sair da instituição 295 trabalhadores e seriam encerrados 47 balcões no âmbito do processo de reestruturação.

Sobre este processo, o presidente do Banco Popular diz que a instituição está a “ultimar o processo de transformação de banco em sucursal, tal como outras marcas já o fizeram no nosso país”.

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