Goldman Sachs: Instabilidade política na Grécia trava recuperação do setor bancário

  • Juliana Nogueira Santos
  • 14 Fevereiro 2017

O banco de investimento afirma que, para que o setor bancário grego continue a recuperar, tem de se atingir uma estabilidade política e económica no país.

O Goldman Sachs manteve em baixa as perspetivas de lucro dos bancos gregos devido a uma combinação de fatores políticos que tem contribuído em larga escala não só para a instabilidade que se tem sentido no país, mas também para a subida dos juros da dívida soberana do país.

Numa análise publicada esta terça-feira intitulada “A política ensombra as perspetivas de recuperação dos bancos gregos”, o banco afirma exatamente isso: a recuperação do setor bancário tem sido prejudicado pelos atrasos na segunda avaliação, pela complexa situação política do país, pelo calendário eleitoral europeu e pela falta de consenso dos credores em relação à dívida.

Não é a primeira vez que há atrasos no programa de resgate e os bancos locais estão preparados para enfrentar a incerteza a curto prazo, mas uma escalada prolongada da tensão política pode romper com a ainda frágil recuperação do setor bancário.

Goldman Sachs

Banco de Investimento

O banco de investimento considera que todos os objetivos cumpridos até agora foram metas muito importantes, mas esta estabilidade tem de ser atingida se os bancos querem ver os depósitos a aumentar e ter acesso aos mercados para se financiarem.

Estes passos permitiriam ao setor bancário grego não só reduzir as despesas relativas a fundos de emergência, mas também normalizar as estruturas de financiamento. “Acreditamos que os bancos gregos terão de progredir na qualidade dos ativos para melhorar a liquidez e os depósitos”, remata o Goldman Sachs.

Estas previsões vêm numa altura em que, segundo avançado pelo Financial Times, o Governo grego se prepara para contratar a Rothchild, uma das empresas financeiras mais antigas do mundo, para aconselhar o país em todas as áreas que estejam ligadas à dívida soberana. A Rothchild vai substituir o banco de investimento Lazard que guiou a Grécia durante o primeiro programa de resgate.

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