Opção de novo aeroporto custaria 5,4 mil milhões

Caso a opção de construir um novo Alcochete fosse a escolhida, a fatura seria de 5,4 mil milhões e os problemas a curto prazo continuariam. Estudo aponta Montijo como a solução ideal.

5,4 mil milhões de euros. Era este o preço da fatura de construir um novo aeroporto que só iria estar pronto daqui a sete anos, um período complicado de gerir uma vez que o atual Aeroporto Humberto Delgado já está no limite da sua capacidade. Assim, essa construção de raiz iria traduzir-se na perda de 20 milhões de passageiros entre 2020 e 2024, segundo o estudo da consultora alemã Roland Berger, que o Jornal de Negócios avança esta segunda-feira.

Se Alcochete estivesse nos planos do Governo, teria de existir um investimento superior a 5,4 mil milhões excluíam as obras para acessibilidades. Este argumento, para além da potencial perda de passageiros no curto prazo, consta do estudo da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) que foi entregue ao Executivo. “Tendo em consideração o tempo e investimento necessário para a sua construção, esta solução resultaria na estagnação do tráfego e deterioração da qualidade de serviço da Portela até 2024“, refere o estudo, segundo o jornal.

Em causa está a deterioração da qualidade do serviço prestado pelo principal aeroporto do país, o que se poderia traduzir em mais de 20 milhões de passageiros perdidos. O problema financeiro também seria complicado uma vez que poderia ser reflexo nos aumentos das taxas aeroportuárias, perdendo assim competitividade em relação a outros aeroportos e destinos.

Também a solução de reforçar o atual Aeroporto do Humberto Delgado não agradou por apenas ser viável por dez anos. Esta opção “não é sustentável e acarreta riscos”, segundo a ANAC. Dado que existe a expectativa que o aeroporto de Lisboa atinja os 30 milhões de passageiros, esse número traria mais problemas a longo prazo, nomeadamente “uma forte degradação da qualidade de serviço oferecido decorrente da realização de obras de expansão num aeroporto congestionado”.

A solução do Montijo — uma fatura que se aponta para os 200 milhões de euros — é a “mais atrativa”, diz a ANAC, mas existem dois perigos potenciais: o impacte ambiental por causa da migração de aves e a possível reduzida mobilização das low cost. Tem de existir uma “abordagem eficaz à transferência das low cost para o Montijo”, avisa a Autoridade Nacional de Aviação Civil.

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