Programa Interface vai ter 1.400 milhões nos próximos seis anos

  • Lusa
  • 23 Fevereiro 2017

Programa tem como objetivo a transferência de tecnologia e inovação da indústria portuguesa.

O programa Interface, que tem como objetivo “a transferência de tecnologia e inovação na indústria portuguesa”, vai ter um montante de 1.400 milhões de euros nos próximos seis anos, disse hoje à Lusa o ministro da Economia.

Vai criar incentivos entre o ensino superior e as empresas, fazendo a ponte do conhecimento à necessidade de inovação empresarial”, afirmou Manuel Caldeira Cabral, salientando que o programa Interface, que hoje vai ser apresentado e se insere no âmbito do Plano Nacional de Reformas, “vai ter um valor de 1.400 milhões de euros nos próximos seis anos”.

O programa tem como objetivo reforçar as ligações entre empresas, universidades, politécnicos e centros tecnológicos, permitindo uma maior ligação entre o conhecimento científico e a inovação empresarial.

A partir de hoje “vão estar disponíveis 63 milhões de euros para empresas e centros de interface tecnológicos”, afirmou o governante.

E até ao final do ano “estarão disponíveis mais de 200 milhões de euros”, onde se incluem os 63 milhões de euros, destinados às empresas, centros de interface e instituições científicas. Manuel Caldeira Cabral explicou que os centros interface “ajudam as empresas a ganhar produtividade”.

O governante acrescentou ainda que além dos fundos estruturais, “criámos um fundo FITEC [Fundo de Inovação, Tecnologia e Economia Circular] que vai permitir financiamento plurianual das instituições. Ou seja, o objetivo é que “se crie mais emprego para doutorados nestas instituições que trabalham junto das empresas”, o que inclui mais investigação aplicada, explicou.

Em 2017, o fundo FITEC vai ter uma dotação de 44 milhões de euros, mas “ao longo dos seis anos deverá ser reforçada anualmente” para um total de “200 milhões de euros”, acrescentou.

Este fundo conta com as dotações provenientes do Fundo Português do Carbono, do IAPMEI, do Fundo do Ambiente e do Fundo para a Sustentabilidade Sistémica do Setor Energético.

“No final deste ano estaremos a fazer pagamentos a partir do FITEC”, fundo que permite “dar mais estabilidade a estes centros interface” e “todos os anos vai haver uma avaliação”, disse Manuel Caldeira Cabral.

Também com este programa, adiantou, “vão ser introduzidas três áreas: eficiência energética, economia circular e digitalização da indústria”.

Da mobilização de Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, até 2022, serão canalizados 700 milhões de incentivos à inovação.

Do lançamento de linhas de crédito específicas para financiar a implementação de projetos nas empresas, poderão ser abertos instrumentos de financiamento até 500 milhões de euros.

O primeiro-ministro, António Costa, marca hoje presença na apresentação do programa Interface, que contará com as presenças dos ministros da Economia, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e do Planeamento e das Infraestruturas.

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