Requalificação do Hospital da Estrela aumenta vagas de cuidados continuados em Lisboa

  • ECO + SCML
  • 24 Fevereiro 2017

A Santa Casa adquiriu o antigo Hospital Militar da Estrela, para construir a maior unidade de cuidados continuados integrados em Lisboa. O equipamento terá vagas para adultos e crianças.

Quando foi formalizada a aquisição do antigo Hospital Militar da Estrela, em 2015, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes, assumiu este projeto como “uma enorme responsabilidade e uma oportunidade de dar uma resposta às necessidades das pessoas”. Desde o primeiro momento, a vontade expressa pelos responsáveis da instituição foi de criar uma unidade para colmatar uma necessidade identificada a nível nacional e com especial enfoque na Grande Lisboa: a falta de vagas de cuidados continuados integrados, na rede nacional.

O projeto consiste na requalificação do antigo Hospital Militar da Estrela, constituído por três edifícios interligados, com uma área bruta de, sensivelmente, 17 mil m2. O objetivo é criar uma estrutura moderna e flexível, que permita a adaptação contínua à procura qualitativa e quantitativa de cuidados de saúde, fiável e humanizada, onde o desenvolvimento tecnológico desempenha um papel fulcral.

Tendo como ponto de partida um edifício já existente e todas as condicionantes inerentes, a estratégia utilizada procura compatibilizar os requisitos do novo programa funcional, com o edificado e toda a sua estrutura e organização interna. A intervenção assume um caráter de excelência em termos de prestação de cuidados de saúde, colocando o bem-estar do utente como prioridade de toda a organização hospitalar, garantido a qualidade do ambiente de trabalho a todos os profissionais de saúde.

De acordo com dados do portal da Administração Central do Sistema de Saúde de setembro de 2016, a lista de espera para entrar na Rede de Cuidados Continuados Integrados do Serviço Nacional de Saúde ultrapassava as 1850 pessoas, um número que reflete uma lacuna alarmante.

Atenta a esta realidade, a Misericórdia de Lisboa, em estreita colaboração com o Ministério da Saúde, está a criar soluções para esta área. Depois da Unidade Maria José Nogueira Pinto, na Aldeia de Juzo, em Cascais, onde foram criadas 12 camas de cuidados continuados, e da assinatura de um protocolo com o Centro Hospitalar Lisboa Norte para a disponibilização de 44 camas no Hospital Pulido Valente, o futuro Hospital da Estrela vai ter 79 camas para adultos, dez camas de internamento e dez postos de hospital de dia para a unidade de cuidados pediátricos integrados. Está ainda a ser ponderada a instalação de outra unidade para tratar de pessoas com problemas de demência.

Melhorar a oferta em cuidados de Saúde, adequando as respostas às necessidades reais da população, é um dos objetivos fundamentais da atual administração da Misericórdia de Lisboa, dando seguimento à atitude histórica e pioneira que a tornou uma referência em Portugal, em Reabilitação (com o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, inaugurado em 1966) e em Ortopedia (com o Hospital de Sant’Ana, que celebrou recentemente 112 anos).

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