Inflação da Zona Euro chega à meta do BCE

  • Rita Atalaia
  • 2 Março 2017

Os preços da Zona Euro aceleraram 2% no mês de fevereiro. É o valor mais elevado desde janeiro de 2013 e deve-se sobretudo à energia. Excluindo esta componente, a inflação acelerou 0,9%.

A inflação da Zona Euro acelerou em fevereiro, alcançando o valor mais elevado desde janeiro de 2013. Tocou nos 2%, o alvo definido pelo Banco Central Europeu. Uma subida que, segundo o Eurostat, se deveu sobretudo à energia. Mas, excluindo esta componente, os preços subiram apenas 0,9%, o que deve convencer Mario Draghi a manter, por agora, a política monetária para impulsionar os preços da Zona Euro.

Os preços na Zona Euro terão crescido 2% em fevereiro, o alvo do BCE para a inflação, de acordo com uma estimativa publicada esta quinta-feira pelo Eurostat, uma evolução que superou a taxa de 1,9% prevista pelos analistas sondados pela Bloomberg. E ficou acima dos 1,8% em janeiro. Isto depois de a Alemanha ter acelerado 2,2% no mês anterior, ficando também acima deste alvo, o que preocupa Draghi, uma vez que os preços alemães pressionam a média europeia.

Mas a inflação foi impulsionada sobretudo pela energia. Os preços energéticos terão tocado a taxa homóloga mais elevada em fevereiro: 9,2% em comparação com 8,1% em janeiro. E isto faz com que a inflação subjacente — que exclui a energia e alimentos — tenha acelerado apenas 0,9%, o que deve fazer com que o BCE continue a injetar estímulos na economia da Zona Euro.

No mês passado, Draghi disse que o regresso da inflação ao alvo de perto, mas abaixo, de 2% deve ser duradouro, sustentável e representativo da Zona Euro como um todo. Com isto em mente, o BCE pode minimizar a recente aceleração dos preços, uma vez que se deve ao efeito da energia.

(Notícia atualizada às 10h22 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Inflação da Zona Euro chega à meta do BCE

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião