Eurocast e Bial no Top10 dos fundos comunitários

Navigator, Celtejo, Embraer e Continental continuam a ser as quatro empresas com os investimentos mais avultados, realizados com apoios comunitários. Eurocast e Bial foram as estreias no Top10.

O dinamismo das empresas portuguesas e os fundos comunitários a atingir a velocidade cruzeiro já ditaram em dois meses uma alteração do Top10 das empresas que mais investiram com apoios comunitários. Eurocast e Bial foram as duas empresas que entraram para o ranking destronando a Renova e a Bosch.

A Navigator, Celtejo, Embraer e Continental continuam a ser as quatro empresas com os investimentos mais avultados — a Navigator claramente destacada e agora já com a confirmação de que o investimento vai avançar –, mas a Eurocast, com um investimento de 49,71 milhões de euros entrou diretamente para o quinto lugar. Além disso, perante a importância do projeto o Governo decidiu atribuir inventivos financeiros à multinacional francesa que se propõe criar uma nova unidade de fundição de peças de alumínio em Estarreja e criar 170 postos de trabalho. Uma criação de emprego que se junta aos 70 colaboradores de Arcos de Valdevez, numa unidade que custou 15 milhões de euros.

Por este investimento, de quase 50 milhões de euros, a Eurocast vai receber um incentivo de 14,70 milhões de euros, o quarto mais significativo, neste Top10, mas muito próximo dos 14,43 milhões que a Faurécia recebeu (em sexto lugar) para criar uma segunda fábrica em Bragança que tinha como meta criar 400 postos de trabalho a juntar aos 850 existentes na primeira unidade. Esta multinacional francesa é um dos maiores fabricantes mundiais de componentes para automóveis.

Top10 dos maiores investimentos empresariais com apoios comunitários

Os dois lugares seguintes mantêm a mesma ordem — Celbi e Amy’s Kitchen. A Celulose Beira Industrial (Celbi) propõe-se instalar uma nova linha de descasque e destroçamento de rolaria de madeira (40,09 milhões de euros) e a Amy’s Kitchen uma empresa norte-americana que está a instalar uma fábrica em Santa Maria da Feira, que deverá entrar em funcionamento em 2018, a partir da qual sairão, para toda a Europa, produtos alimentares saudáveis.

A estreia seguinte é para o nono lugar com o investimento da Bial de 37,37 milhões de euros que também foi alvo de um contrato de incentivos que acrescem ao apoio de 12,72 milhões de euros dos fundos comunitários. Isto porque a farmacêutica que se propõe desenvolver novos medicamentos nas áreas dos sistemas nervoso central e cardiovascular vai contribuir para gerar novas oportunidades de emprego, através da criação, até ao final de 2019, de 11 postos de trabalho diretos e permanentes, bem como a manutenção dos atuais 269 postos.

Finalmente, no décimo lugar está a Sakthi, uma empresa indiana que se propõe investir 36,71 milhões de euros numa nova fábrica em Águeda e criar cerca de mil empregos, nos próximos seis anos. O apoio dos Sistemas de Incentivos é de 10,56 milhões de euros.

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