Assunção Cristas: Conselho de Ministros nunca discutiu “com profundidade” o tema BES

  • ECO
  • 13 Março 2017

Assunção Cristas diz que a visão do ex-primeiro-ministro era a de que a "banca e o pilar financeiro do resgate eram tratados pelo Banco de Portugal" e "o Governo não deveria meter-se nessas questões".

A líder do CDS afirma que o Conselho de Ministros nunca discutiu “com profundidade” o tema BES antes da queda do banco. E salienta que esta era “parte da visão do primeiro-ministro”.

“O primeiro-ministro sempre teve uma visão que é esta: a banca e o pilar financeiro do resgate eram tratados pelo Banco de Portugal, que tinha as funções de supervisor independente, e o Governo não deveria meter-se nessas questões. Esta foi sempre a visão do primeiro-ministro. Portanto, o Conselho de Ministros nunca foi envolvido nas questões da banca”, afirmou Assunção Cristas em entrevista ao Público (acesso pago).

Uma posição que se estende ao Banif e à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos: também não foram discutidos “em profundidade”, continua.

Questionada sobre a diferença de postura do CDS enquanto Executivo e oposição no que toca à apresentação de projetos de lei sobre regulamentação bancária, e se isso pode dar a ideia de que, enquanto Governo, foi conivente com a má gestão, Assunção Cristas notou que o partido sempre foi, “no Governo e antes na oposição, um partido muitíssimo ativo e na linha da frente do escrutínio da atuação da supervisão bancária“.

A líder do CDS adiantou ainda que estava de férias quando assinou, por email, o decreto-lei sobre a resolução do BES, a pedido da ministra das Finanças.

Embora o CDS tivesse a “inclinação” de que Carlos Costa “não fosse reconduzido”, Assunção Cristas diz agora que discorda “em absoluto de uma tentativa”, que lhe “parece bastante evidente, de partidarização dos nomes” no Banco de Portugal. “Acho que isso é negativo para as instituições e, certamente, não contará com o CDS nessa matéria”, acrescenta.

Já sobre a polémica em torno das transferências para offshores sem controlo do fisco, que já levou o antigo secretário de Estado Paulo Núncio ao Parlamento, Cristas diz que não gosta “de ser injusta e de ir atrás da corrente”. “Muitas vezes terá errado, como todos erramos. Com certeza que muitas vezes preferiria ter feito de outra maneira e não teve condições”, conclui.

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