Reações às palavras de Dijsselbloem? Há e não são boas

  • João Santana Lopes
  • 21 Março 2017

As declarações de Dijsselbloem sobre o sul da Europa geraram indignação em Portugal. Direita e esquerda estão unidas nas críticas. Mas também há quem opte por usar o humor para reagir.

Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, sugeriu que os países que pediram ajuda financeira, como Portugal, Grécia, Espanha, depois de terem desperdiçado dinheiro em “bebidas e mulheres”. Na sequência da entrevista que concedeu ao Frankfurter Allgemeine Zeitung, o holandês recusa-se a pedir desculpa pelos comentários que alguns eurodeputados consideraram ser “insultuosos” e “vulgares”.

Mas os eurodeputados não foram os únicos a reagir. As redes sociais encheram-se de comentários indignados com as palavras do ainda presidente do grupo que reúne os ministros das Finanças da zona euro. Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, abriu as hostilidades.

Catarina Martins, coordenadora nacional do BE, também se juntou ao seu líder parlamentar, relembrando que o lugar de Dijsselbloem pode estar em risco depois das eleições da passada quarta-feira.

As críticas surgem igualmente à direita. Os deputados do PSD Duarte Marques, Pedro Roque e Miguel Morgado mostraram o seu descontentamento na rede social Twitter.

Já no Facebook, os deputados do PS Tiago Barbosa Ribeiro e Porfírio Silva responderam com fortes críticas ao ministro das Finanças holandês. Porfírio Silva apelida Dijsselbloem de “traste austeritário”, enquanto Barbosa Ribeiro aproveita para deixar uma crítica ao Governo de Passos Coelho.

Nem o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, resistiu a comentar, mas de forma mais discreta, dizendo apenas que não se comenta este tipo de declarações.

Num tom mais descontraído, as declarações também motivaram algumas reações satíricas no Facebook.

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