Mercados fora da Europa puxam pelas exportações têxteis

Vendas ao exterior das empresas têxteis cresceu 3% para os 869 milhões de euros, nos primeiros dois meses do ano.

As empresas portuguesas do setor têxtil e de vestuário venderam 869 milhões de euros ao exterior, nos primeiros dois meses do ano o que representou um crescimento de 3% em comparação com o período homólogo. Este crescimento terá sido impulsionado sobretudo pelos destinos fora da Europa. Estes números são conhecidos depois de o setor ter registado em 2016, vendas ao exterior no valor de 5.063 milhões de euros, aproximando-se do máximo histórico registado em 2001, de 5.071 milhões de euros.

Apesar deste crescimento, o setor registou em fevereiro, um pequeno arrefecimento. Paulo Vaz, diretor geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) em declarações ao ECO diz que o setor registou “um pequeno arrefecimento da atividade exportadora em fevereiro, mas ainda é muito cedo para dizer o porquê”. “Pode ser o clima, pode ser gestão de stocks, ainda é cedo uma vez que estamos a falar de apenas dois meses”, justificou.

Tivemos um pequeno arrefecimento da atividade exportadora em fevereiro, mas ainda é muito cedo para dizer o porquê. Pode ser o clima, pode ser gestão de stocks, ainda é cedo uma vez que estamos a falar de apenas dois meses.

Paulo Vaz

Presidente da ATP

Paulo Vaz adianta que “o mais significativo é o facto dos mercados extra – comunitários como os Estados Unidos e Angola estarem em recuperação”.

Segundo os dados da ATP, com base na divulgação dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos aos meses de janeiro e fevereiro, os segmentos com maior destaque foram as exportações de matérias-primas, cujo crescimento foi de 6%, as exportações de vestuário registaram um crescimento de 2% e as de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados ficaram em linha com os registados em igual período do ano anterior.

Os dados divulgados esta segunda-feira demonstram que as exportações da indústria têxtil para os destinos não comunitários registaram um aumento de 13,4 milhões de euros, mais 11% que em igual período do ano anterior, em contrapartida os destinos comunitários registaram um crescimentos de 9 milhões de euros, um crescimento de 1% face ao período homólogo.

Em termos de mercados, a Alemanha registou o maior crescimento absoluto, tendo inclusive destronado a Espanha, com um acréscimo de 6,7 milhões de euros ou 9%; logo seguida pelos Estados Unidos com um aumento também de 6,7 milhões de euros, ou 16% e pela Holanda com um acréscimo de cinco milhões de euros, mais 15%.

Nos destinos não comunitários, para além dos Estados Unidos, Paulo Vaz destaca em comunicado, o desempenho de Angola que “parece estar a recuperar da queda sofrida nos últimos anos”. Segundo os dados, Angola terá registado um acréscimo de 1,4 milhões de euros, um crescimento de 30%, seguida pelo Canadá com um acréscimo de 1,3 milhões de euros, mais 20% e do Brasil com mais 1,2 milhões de euros, ou mais 119%.

Ainda assim os principais destinos das exportações têxteis nacionais continuam a ser Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos.

As importações registaram uma queda de 1% no período, melhorando a taxa de cobertura da balança comercial do setor para 142% e fixando o saldo em 259 milhões de euros.

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