Navigator arranca construção de nova fábrica em Cacia na próxima semana

  • Lusa
  • 13 Abril 2017

A nova fábrica da Navigator em Aveiro vai começar a ser construída na próxima semana, num investimento de 121 milhões de euros. A entrada em funcionamento deve acontecer no segundo semestre de 2018.

A nova fábrica de papel ‘tissue’ da The Navigator Company (TNC) vai começar a ser construída na próxima semana, em Cacia, Aveiro, perspetivando-se a sua entrada em funcionamento no segundo semestre de 2018, informou hoje a Câmara Municipal.

De acordo com uma nota informativa da autarquia, a nova fábrica, que numa primeira fase vai criar 100 novos postos de trabalho, representa um investimento de 121 milhões de euros. “Esta operação vai ter uma relevante componente de exportação, o que constitui uma oportunidade muito significativa de dinamização e crescimento económico e de promoção do emprego, no contexto atual muito relevante, devidamente articulada com uma estratégia integrada de Ordenamento do Território e de sustentada coesão social”, salienta a Câmara.

"Esta operação vai ter uma relevante componente de exportação, o que constitui uma oportunidade muito significativa de dinamização e crescimento económico e de promoção do emprego, no contexto atual muito relevante, devidamente articulada com uma estratégia integrada de Ordenamento do Território e de sustentada coesão social.”

Câmara Municipal de Aveiro

A mesma nota refere que, com o início dos trabalhos, a circulação automóvel através do arruamento privado da fábrica, que é utilizado atualmente para acesso ao centro da freguesia de Cacia, “será desativado em definitivo”. Segundo a Câmara, um novo acesso ao centro de Cacia será disponibilizado aquando da conclusão da nova variante rodoviária, que está atualmente em construção, num investimento total de cerca de 1,2 milhões de euros.

A intenção de investir na fábrica de Cacia foi comunicada pela TNC em finais de 2015, quando deu a conhecer o seu projeto para a construção de uma linha de produção de papel ‘tissue’ (utilizado em papel higiénico e lenços de papel) e respetiva transformação em produto final, com uma capacidade de produção nominal de 70 mil toneladas por ano.

O projeto estava, no entanto, condicionado “à concretização de um conjunto de fatores, nomeadamente a obtenção de um pacote de incentivos fiscais e financeiros”. No início deste ano, o grupo papeleiro anunciou, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, que decidiu avançar com o desenvolvimento do projeto, depois de ter reunido “a globalidade das condições necessárias para a concretização deste investimento”.

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