Pedro Marques responsabiliza PSD pelo atraso no investimento público

  • Margarida Peixoto
  • 19 Abril 2017

O ministro do Planeamento responsabilizou o PSD pelo baixo investimento público concretizado em 2016, acusando a direita de ter deixado o ciclo do acesso a fundos europeus para autarquias parado.

Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, defendeu esta tarde o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas no Parlamento.Paula Nunes/ECO

Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, responsabilizou o anterior Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, pela fraca execução do investimento público em 2016. O governante falava no debate desta quarta-feira sobre o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas, na Assembleia da República.

“Aumentámos para 35% o crescimento do investimento público em 2017”, começou por prometer Pedro Marques. E explicou: “Os valores a que chegamos resultam de podermos fazer com o investimento público o que fizemos em 2016 com o Portugal 2020 no investimento privado.” Em causa estão projetos públicos para reabilitação urbana e ferrovia, exemplificou.

“Quando chegámos ao Governo, não havia concursos para fazer investimento público”, acusou, defendendo que “era preciso aprovar concursos” e argumentando que há “um ciclo de investimento” que o Governo PSD/CDS-PP “durante dois anos deixaram parado.”

Em contrapartida, acenou com “números de hoje de Bruxelas” que dizem que Portugal é “o segundo país com maior absorção de fundos comunitários e pagamentos de fundos comunitários.”

Nuno Magalhães, deputado do CDS-PP, nem queria acreditar que Pedro Marques estivesse a argumentar com os números do investimento e lembrou o corte aplicado em 2016. “Vem falar de investimento? Que previa 7,8% e afinal caiu 0,1%? O investimento cresceu para baixo?” ironizou. Mais tarde, Pedro Mota Soares, também deputado do CDS-PP, subiria à tribuna para voltar a perguntar pelos números prometidos do investimento. E tal como já tinha feito Nuno Magalhães, desafiou o Governo a levar o seu Programa de Estabilidade a votos e a testar a coesão das “esquerdas unidas”, disse, referindo-se ao PS, BE e PCP.

Pelos Verdes, Heloísa Apolónia reconheceu as boas intenções do Governo de aumentar o investimento e a atividade produtiva, mas não hesitou em deixar uma crítica: “Há uma questão que faz parte de todos os discursos mas muito pouco da prática: o combate às assimetrias geográficas.”

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