Têxtil: 5,5 mil milhões é a nova meta nas exportações para 2020

Depois de ter alcançado a fasquia dos 5 mil milhões de euros, o que já não acontecia desde 2001, a indústria têxtil revê o plano estratégico. A nova meta são exportações de 5,5 mil milhões em 2020.

Há uma nova meta para as exportações do setor têxtil: 5,5 mil milhões de euros em 2020. Este é pelo menos o número indicativo que os agentes do setor têm para a revisão do plano estratégico.

Os números que constavam no plano estratégico do setor (2014-2020) foram alcançados quatro anos antes.

Paulo Vaz, diretor geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) diz que “isto aconteceu porque o setor, mesmo tendo passado pela crise de 2011, conseguiu reerguer-se e ter um melhor desempenho que o próprio país”. E acrescenta: “se alcançarmos os 5,5 mil milhões de euros em 2020 será um feito notável“.

Já ao nível do emprego, depois de em 2016 as estimativas da ATP indicarem que o setor teria ao serviço 134 mil pessoas, que compara com as 131 mil de 2015, Paulo Vaz diz que “podemos chegar às 135 mil”.

Mas a ambição não se fica por aqui e inclui também o volume de vendas que deverá atingir os 8 mil milhões de euros.

Paulo Vaz diz que “esta revisão do plano assenta em cálculos conservadores, mas prefiro sempre ser criticado por falta de ambição do que muitas vezes estarmos com ilusões que depois não podem ser satisfeitas”.

O plano apresentado que foi apresentado em 2014 tinha definidas sete prioridades estratégicas:

  • Capitalização das empresas. Financiamento da atividade e do financiamento do investimento.
  • Gestão das organizações. Melhorar a “governance” das empresas e incrementar resultados. Ganhar dimensão crítica através de fusões e aquisições e da cooperação empresarial.
  • Competitividade para ser concorrencial à escala global. Custos dos fatores de produção: energia e ambiente. Internacionalização: aumentar quota exportadora e aumentar a base exportadora.
  • Inovação (tecnológica e não tecnológica) incremental: diferenciação dos produtos, pela criatividade (moda e design) e pela tecnologia (materiais, processos e funcionalidades).
  • Valorização dos recursos humanos: aumentar a produtividade (qualificação e formação profissional, formação com ata direção). Diferenciar pela intensidade do serviço. Contrato social de longo alcance.
  • Imagem e visibilidade do setor. Nacional: Valorização institucional e social. Internacional: Posicionar superiormente na cadeia de valor à ITV portuguesa para ganhar quota, conquistar segmentos mais valorizados e exigentes, aumentar as margens.
  • Empreendedorismo: regenerar a fileira, com novas empresas, novos empreendedores e novos profissionais.

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