Rui Moreira: “O caminho é mais difícil sem o PS”

  • ECO
  • 11 Maio 2017

O autarca portuense afirmou que, sem o apoio do PS, o caminho para a reeleição será mais difícil. Ainda assim, não considera que este apoio fizesse sentido, visto que era "condicionado".

Confrontado com a cisão da relação política com o PS, Rui Moreira afirmou que o caminho para o próximo mandato “é mais difícil” sem o apoio dos socialistas. Em entrevista ao Observador, o presidente da Câmara do Porto considerou lógico que, se vencesse de novo a Câmara do Porto, “era lógico que iria buscar pessoas ao círculo do PS.”

No princípio deste mês, o independente rompeu com o apoio dos socialistas na sequência das declarações de Ana Catarina Mendes de que uma vitória deste seria uma vitória do PS. Na mesma entrevista, Rui Moreira argumentou que estas palavras, em conjugação com declarações do deputado europeu Manuel dos Santos que mostravam um acordo secreto entre o autarca portuense e António Costa para que este, mais tarde, se tornasse ministro, foram o ponto de rutura.

“Não foi o Rui Moreira que cortou com nada. Não podíamos deixar que a nossa campanha fosse apropriada por alguém”, reiterou o independente. Este defendeu que a lógica de coligação que é aplicada aos partidos não se aplica ao seu movimento, pelo que não fazia sentido contar com um apoio que, no seu parecer, seria “condicionado”.

O autarca chamou à atenção para a necessidade de atuação do partido nas declarações de Manuel dos Santos, afirmando que era preciso que alguém pusesse “ordem na casa e dissesse que era mentira”. Segundo este, o cidadão portuense, não compreende estes jogos políticos, pelo que não seriam do seu interesse.

Questionado acerca da hipótese de Manuel Pizarro, candidato do PS Porto às próximas eleições autárquicas, se ter sentido encurralado e obrigado a escolher entre o seu partido e o movimento independente, Rui Moreira declarou que este “tomou a decisão que quis tomar”, deixando ainda claro que, enquanto cumpriu funções como vereador, este “cumpriu escrupulosamente o acordo” e que “preserva a amizade e respeito mutuo” por ele.

Em relação à possibilidade de vir a ser o número dois da lista de Manuel Pizarro, Rui Moreira afirmou prontamente: “Se fosse do PS, claramente que não.”

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