Governo altera Vistos Gold para atrair investimento para PME

  • Lusa
  • 18 Maio 2017

Investimento necessário nas empresas para obtenção de um visto Gold passa assim a ser inferior aos 500 mil euros obrigatórios para a compra de imóveis.

O Governo alterou esta quinta-feira os critérios de atribuição de vistos gold reduzindo o valor necessário de investimento em pequenas e médias empresas para obtenção de autorização de residência a estrangeiros, que será inferior ao exigido para o setor imobiliário.

No final do Conselho de Ministros de hoje, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, anunciou uma proposta de lei para alterar a lei de estrangeiros “em oito aspetos fundamentais”, entre os quais “três alterações ao regime da autorização de residência para investimento, que é mais conhecida por programa vistos gold, para abranger três tipos de investimento, que vão afetar sobretudo pequenas e médias empresas”.

O investimento necessário nas empresas para obtenção de um visto gold passa assim a ser inferior aos 500 mil euros obrigatórios para a compra de imóveis, explicando a ministra ser “natural que os limiares, sendo iguais, tornam o investimento no setor imobiliário mais atrativo do que nos outros investimentos”.

“A necessidade de capitalizar e promover investimentos nas nossas pequenas e médias empresas — que não são investimentos de natureza muito avultada — mas que podem ser decisivos não só para a recuperação económica de pequenas e médias empresas, mas também para a sua fixação e a criação de novas, que são o grande motor da nossa economia”, justificou.

"A necessidade de capitalizar e promover investimentos nas nossas pequenas e médias empresas — que não são investimentos de natureza muito avultada — mas que podem ser decisivos não só para a recuperação económica de pequenas e médias empresas, mas também para a sua fixação e a criação de novas, que são o grande motor da nossa economia.”

Constança Urbano de Sousa

Ministra da Administração Interna

De acordo com Constança Urbano de Sousa, pretende-se que estes vistos sejam também concedidos a estrangeiros que invistam “350 mil euros para a criação de empresas portuguesas ou o reforço do capital de empresas portuguesas desde que criem ou mantenham cinco postos de trabalho permanentes”.

O “investimento de 200 mil euros em empresas portuguesas que estejam num Plano de Recuperação ou de Revitalização” ou “350 mil euros em fundos destinos à capitalização das empresas portuguesas” são outros dos investimentos estrangeiros que permitirão a obtenção deste visto.

“O Governo tem a perfeita noção que 99% do investimento que atraímos em sede deste programa de autorizações de residência para investimento é canalizado única e exclusivamente para aquisição de imóveis”, respondeu aos jornalistas.

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