Navigator trava máximos da bolsa de Lisboa

Apesar de os juros da dívida estarem queda, mantendo-se abaixo dos 3%, a bolsa nacional recua. A praça portuguesa está a recuar. A culpa é dos dividendos da Navigator.

A bolsa portuguesa regressou às quedas. Está a desvalorizar, corrigindo de máximos de ano e meio numa altura em que a perceção de risco sobre o país afunda — os juros da dívida pública estão abaixo dos 3%. Apesar do bom desempenho de várias cotadas, Lisboa contraria a tendência positiva das restantes praças da Europa à custa dos dividendos da Navigator.

Em mais um dia de ganhos nas bolsas europeias, depois do Nikkei, do Japão, ter superado a fasquia dos 20.000 pontos, o PSI-20 segue a desvalorizar 0,2% para os 5.302,79 pontos. Interrompe um ciclo de três sessões consecutivas de ganhos que levaram o índice a atingir máximos desde o final de 2015. Apesar da queda, acumula uma subida de 1,5% na semana.

A pesar no desempenho da bolsa nacional está a Navigator. A papeleira apresenta uma desvalorização de quase 5%, sendo este desempenho explicado essencialmente pelo destaque da remuneração acionista que vai ser paga pela empresa liderada por Diogo da Silveira. São 250 milhões de euros a distribuir pelos investidores, o equivalente a 34,868 cêntimos por ação.

A EDP e a EDP Renováveis também apresentam tendência negativa. A elétrica liderada por António Mexia cai 0,24% para 3,27 euros já a EDP Renováveis cede ligeiros 0,14%, enquanto a Galp Energia recua 0,07%. A petrolífera, que anunciou a decisão de investimento de 6,2 mil milhões de euros na exploração de gás natural em Moçambique, está a ser penalizada pela queda de mais de 1% do petróleo.

A impedir uma descida mais expressiva da bolsa nacional está o BCP, o título que maior peso tem no desempenho do PSI-20. As ações do banco liderado por Nuno Amado seguem a valorizar 0,61% para 23,26 cêntimos, isto num dia que está a ser novamente negativo para as unidades de participação do Montepio.

No dia em que o Público revela que os responsáveis da Santa Casa e do Montepio estiveram reunidos com o Banco de Portugal para discutir os termos desta parceria, isto ao mesmo tempo, o regulador está a avaliar as contas do Montepio, antes de decidir se o banco terá de fazer um aumento de capital, as unidades recuam 2,28% para 73 cêntimos. Ainda assim, o saldo na semana é expressivo fruto de duas sessões de fortes ganhos.

(Notícia atualizada às 8h16 com mais informação)

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