Portugueses já usam mais fibra ótica do que cabo

Nos primeiros três meses do ano, os portugueses usaram mais fibra ótica do que cabo nos acessos fixos à internet. MEO lidera no acesso fixo à internet e na internet móvel.

A fibra ótica ultrapassou pela primeira vez o cabo como a principal forma de acesso fixo à internet dos portugueses. Os dados foram divulgados esta segunda-feira pela Anacom e são relativos ao primeiro trimestre do ano. Assim, a fibra ótica é atualmente responsável por 34% dos acesso face aos 33,2% do cabo. Segue-se o ADSL com 25,2% e LTE com 7,5%. No final do ano passado, a fibra ótica tinha ultrapassado o ADSL.

O número de acessos à internet em local fixo aumentou face ao trimestre anterior. “No final do primeiro trimestre de 2017 existiam cerca de 3,42 milhões de acessos à Internet em local fixo, mais 44 mil acessos do que no trimestre anterior, e a fibra ótica ultrapassou o cabo como a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, sendo responsável por 34% dos acessos, contra 33,2% do cabo”, revela a Anacom em comunicado.

Dados da Anacom.Anacom

A fibra ótica é a tecnologia que mais tem contribuído para o crescimento do número de acessos, ao registar aumentos superiores a 50 mil acessos por trimestre desde o início de 2015“, explica a Anacom, revelando que os acessos fixos continuam a ser liderados pela MEO (Altice) com 40,1%.

Contudo, a operadora diminuiu a sua quota em três pontos percentuais, face ao período homólogo. Segue-se a Nos com 37,7% — uma subida de 0,8 pontos percentuais — e a Vodafone com 17,7% – uma subida de 2,2 pontos percentuais. “O Grupo Apax, que detém a Nowo e a ONI, manteve a sua quota nos 4,2%”, refere a Anacom. No total, os serviços de acesso à internet fixo registaram receitas de 445,1 milhões de euros, mais 6,8% do que nos primeiros três meses de 2016.

Dados da Anacom.Anacom

A liderança da MEO também se verifica no caso da banda larga móvel com 38,9%. O pódio conta ainda com a NOS (32,7%) e a Vodafone (27,4%). Os acessos à internet móvel renderam 86,8 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 4,6% face ao período homólogo.

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