Os três vinhos que deve ter sempre no frigorífico

  • Bloomberg
  • 21 Junho 2017

A apresentadora de televisão norte-americana Julia Child tinha sempre meia garrafa de champanhe no frigorífico para ter algo para beber (e para manter o entusiasmo) enquanto cozinhava.

Eu também — mas multipliquei a recomendação dela: tenho sempre três garrafas de vinho no frigorífico e acho que você deveria fazer o mesmo.

Imagine o seguinte: no momento em que chega a casa numa noite quente de verão, terá algo refrescante para abrir, mesmo que não tenha tido tempo de ir ao supermercado. Quando os seus amigos aparecerem em sua casa, terá sempre uma garrafa para servir sem precisar de recorrer a um balde de gelo nem ter de esperar 30 minutos para que o vinho arrefeça no congelador.

Mas os vinhos de frigorífico” precisam de ser versáteis o suficiente para harmonizar com qualquer refeição e ocasião e devem ser deliciosos e frutados, mas nunca sérios nem complexos de mais.

Um vinho fresco e aromático

Enquanto escrevo, a temperatura no meu terraço é de 34ºC e um vinho branco leve e refrescante para fazer frente ao calor será o que eu mais quero no fim do dia (ou mesmo antes). Mas confie em mim, esse estilo de vinho é atraente em qualquer momento do ano.

As garrafas básicas? Sauvignon blancs estimulantes, especialmente os da Nova Zelândia, porque todos eles têm bastante sabor e aroma em relação ao preço. Neste momento, no meu frigorífico, há um Dog Point Sauvignon Blanc 2016 (20 dólares, aproximadamente). Como muitos sauvignon blancs do país, este tem um brilhante aroma floral e de ervas e notas cítricas e picantes que o tornam fácil de beber sem comida, mas também harmoniza bem com queijo de cabra, saladas frias, peixe grelhado, caril tailandês e muito mais.

Um vinho espumante fácil de beber

Há sempre motivos para brindes: um aumento inesperado, a promoção de um amigo, uma nova casa na praia, o começo ou o fim de uma viagem de férias –, razão pela qual uma das minhas três garrafas sempre, sempre é um espumante.

Eu escolho espumantes acessíveis, como o Roederer Estate Brut (23 dólares), feito no meio do nevoeiro de Anderson Valley, na Califórnia, no posto avançado da produtora de champanhes franceses Louis Roederer. Outro item básico sempre em minha casa é o brut Raventós i Blanc L’Hereu Blanc de Blancs (20 dólares), de 2014, uma cava que nunca me canso de tomar. Um bom prosecco ou um crémant de Bourgogne também são boas alternativas.

Um rosé frutado

É verão no hemisfério norte, por isso é necessário ter sempre um vinho rosé gelado à mão — para mim e também para os meus amigos, que gostam muito, o que não me surpreende. Sejamos francos: beber um copo de rosé é uma boa maneira de fantasiar que você está em um iate em Saint-Tropez. A procura por garrafas desse tipo atingiu níveis de sede insaciáveis, com um aumento de 50% nas importações pelos EUA em 2016 em relação a 2015.

Eu alterno minhas escolhas entre vários produtores. De momento, no meu friogorífico há o seco e sedoso Caves d’Esclans Whispering Angel (22 dólares), elegante para seu preço. Onipresente nos Hamptons e na Côte d’Azur, esse vinho é sempre delicioso; a mistura de uvas grenache, cinsault e vermentino dá-lhe um sabor picante e mineral, com morango e pimenta, do qual você não se cansa. Mas existem dezenas de outros grandes exemplos do mesmo tipo, entre eles os seguintes: Mas de Cadenet (20 dólares), Château Gassier (19), Domaine de la Mordorée (20) e Commanderie de Peyrassol (24).

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