Fernando Lima reeleito grão-mestre da Maçonaria

  • Lusa
  • 5 Julho 2017

As lojas de Lisboa foram as que mais apoiaram a vitória do novo líder maçónico, que ganhou com maioria absoluta. Os próximos a eleger são os grandes secretários do GOL.

O jurista Fernando Lima é empossado em setembro para o terceiro mandato como grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), aquando da realização da Primeira Grande Dieta do novo ano maçónico. O principal adversário, José Adelino Maltez, comenta que “o povo maçónico, posto perante uma escolha para a mudança tranquila, optou pela continuidade”.

Fernando Lima foi reeleito para o terceiro mandato no fim de semana de 24 e 25 de junho, conquistando 661 votos (52,8%), enquanto o politólogo José Adelino Maltez recolheu 539 votos (43%). Estes resultados foram confirmados na terça-feira pelo Grande Tribunal Maçónico.

De acordo com fonte do GOL, foi nas lojas de Lisboa que Fernando Lima teve os seus principais resultados, enquanto José Adelino Maltez teve os seus maiores apoios nas lojas do Norte e Centro. Na primeira volta das eleições, realizadas no fim de semana de 3 e 4 de junho, as lojas de Lisboa tinham dado maioritariamente o seu apoio a Daniel Madeira de Castro.

Na Primeira Grande Dieta no novo ano maçónico, que ainda não tem dia marcado, será agendada a Segunda Grande Dieta, à qual caberá eleger os grandes secretários do GOL, o conservador geral de Justiça e o Grande Tribunal Maçónico.

Fernando Lima apresentou-se a sufrágio com o historiador António Ventura e Carlos Vasconcelos, atual presidente do Grande Tribunal Maçónico, candidatos ao cargo de grão-mestre adjunto. Na corrida a este ato eleitoral, Fernando Lima contava com apoios dos antigos grão-mestres António Reis e António Arnaut, enquanto José Adelino Maltez tinha a seu lado João Soares ou Francisco Moita Flores, entre outros.

Entretanto, em mensagem dirigida aos elementos do GOL, José Adelino Maltez reconheceu que “o povo maçónico, posto perante uma escolha para a mudança tranquila, optou pela continuidade”. “Contudo, quem aceita as regras do jogo vigentes – das que se cumprem, às que se defraudam -, não tem que fazer análises dos resultados, nem prognóstico sobre o futuro do governo da Nossa Augusta Ordem. Apenas deve concluir pela deliberação da vontade de todos e reparar que este seu ciclo de emergência maçónica chegou ao termo”, acrescentou Maltez.

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