Central de biomassa em Viseu vai custar 52 milhões

  • ECO
  • 12 Julho 2017

A nova central de biomassa, a instalar no concelho de Viseu até 2019, representa um investimento global de 52 milhões de euros e vai criar até 300 postos de trabalho, 25 a 30 deles diretos

A câmara de Viseu assinou ao final da manhã desta quarta-feira um memorando para a instalação da Central de Biomassa em Viseu, no âmbito do programa municipal “Viseu Investe”.

A nova Central de Biomassa de Viseu representa um investimento global de 52 milhões de euros e será radicada na freguesia de Mundão, no Lugar de Chão D’Alva, ocupando uma área de dez hectares. A construção do equipamento arrancará de imediato, entrando em funcionamento em março de 2019. Este investimento vai criar até 300 postos de trabalho, 25 a 30 deles diretos, revelou a autarquia.

Para o referiu o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, este investimento “é a prova da atratividade de Viseu para efeitos de investimento”. “Vem consolidar todo um percurso que fizemos ao longo de quatro anos, com 22 investimentos já captados, mais de 130 milhões de euros de investimento e 1.400 postos de trabalho só através destes investimentos“, acrescentou.

Almeida Henriques aproveitou para evidenciar que este investimento vai ser feito em território de mais baixa densidade, cobrindo “uma parte do território mais pobre do concelho de Viseu”.

“Para além do efeito do investimento propriamente dito, há aqui também um efeito importante do ponto de vista ambiental, porque vai permitir a recolha de resíduos florestais num raio de 50 quilómetros. Vai criar economia de proximidade e vai transformar aquilo que hoje não tem valor em matéria-prima para a central de biomassa”, apontou.

O promotor da central de biomassa, Carlos Alegria, explicou que esta energia limpa proveniente de biomassa da região será produzida as 24 horas do dia, parando apenas um mês por ano para a sua manutenção.

“A matéria-prima vai ter de ser apanhada por pessoal da região e vai criar postos de trabalho. Vai poder reduzir os custos da limpeza das florestas aos seus proprietários”, apontou.

Segundo Carlos Alegria, a energia produzida “é mais eficaz” e vai servir “cerca de 40 mil habitações”, o que representa cerca de 60% das habitações do concelho”. “O concelho de Viseu passa a ser um concelho limpo do ponto de vista das energias renováveis”, referiu ainda.

A central de produção de energia elétrica através de biomassa terá uma potência instalada de 15 MegaWatts (MW) e uma necessidade anual de resíduos florestais de 140 mil toneladas.

Governo deu luz verde a quatro novas centrais este mês

Viseu é uma das quatro licenças de produção já atribuídas durante a atual legislatura (Famalicão, Fundão e Porto de Mós), mas em julho o Executivo anunciou que deu luz verde a quatro novas centrais elétricas de biomassa florestal, a instalar nos concelhos de Vila Velha de Rodão, Mangualde, Figueira da Foz e Famalicão, representando um investimento de cerca de 185 milhões de euros.

Em 2006, foram lançados procedimentos de concurso público para construir e explorar centrais de biomassa florestal residual, mas a iniciativa privada deixou por instalar 50% da potência de injeção então colocada a concurso e que agora o Governo quer atribuir.

“Esta medida enquadra-se assim na estratégia do Governo de prevenção e minimização do risco de incêndios, com intervenção ao nível da floresta, bem como de promoção e diversificação da economia regional e de aproveitamento dos recursos endógenos”, refere fonte oficial da secretaria de Estado da Energia, citada pela Lusa.

Em paralelo, o Governo criou um regime especial e extraordinário para instalação e exploração de centrais de biomassa pelos municípios ou, por decisão destes, por comunidades intermunicipais ou por associações de municípios, potenciando o objetivo de assegurar aos produtores florestais o valor do material lenhoso.

A potência de injeção na rede elétrica a atribuir, ao abrigo desta legislação, não deverá exceder um total de 60 MW e um máximo de 15 MW por central, as quais beneficiarão de medidas de apoio à venda da eletricidade, cujo processo de aprovação já se iniciou.

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