Jardim: Fogos e Tancos vão impedir Costa de repetir maioria

  • ECO
  • 4 Agosto 2017

Alberto João Jardim diz que António Costa tem "sorte" por ter como opositor Passos Coelho, cuja liderança o antigo presidente do Governo Regional da Madeira considera fraca.

Alberto João Jardim considera que a liderança de Pedro Passos Coelho é fraca e “uma sorte” para António Costa. O primeiro-ministro, diz, foi “aselha” na gestão dos casos dos incêndios no distrito de Leiria e do assalto a Tancos, e não conseguirá obter maioria absoluta nas próximas eleições, considera o antigo presidente do Governo Regional da Madeira numa entrevista ao Económico Madeira (acesso pago).

Para Alberto João Jardim, é preciso reconhecer que “Costa está a ter sucesso”, mas não geriu bem os grandes casos mediáticos deste verão — os incêndios em Pedrógão Grande e o furto em Tancos. “O Costa foi aselha, coisa que não tinha sido durante dois anos. Deve ter sido do calor estival”, aponta, afirmando que deveria ter havido demissões, incluindo da ministra da Administração Interna e do ministro da Defesa Nacional, já que “nestas coisas corta-se o mal pela raiz”.

Mas o madeirense não poupou críticas à direita. Para Alberto João Jardim, é ter Pedro Passos Coelho como “challenger” que faz com que António Costa segure ainda, com tanta facilidade, o poder. Espera que o atual líder do PSD venha a sair da direção do partido, e que surja algo de novo: “Com este sistema, penso que têm de aparecer coisas novas. Aliás, é a própria evolução social que o está a pedir”.

Sobre a possibilidade de Costa obter uma maioria absoluta nas próximas legislativas, Alberto João Jardim é perentório. “Neste momento é impossível, pois houve muita asneira”, afirma.

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