Avaliação bancária das casas fixa novo máximo

  • Ana Batalha Oliveira
  • 29 Agosto 2017

A trajetória ascendente na avaliação bancária das casas coloca o preço do metro quadrado cinco euros mais caro que no mês de junho -- um recorde de mais de seis anos.

A avaliação bancária das casas no mês de julho coloca o metro quadrado nos 1.117 euros: o valor mais elevado desde junho de 2011. É uma subida de cinco euros face ao mês anterior.

Este ano tem-se vindo a assistir a recordes sucessivos na avaliação bancária das casas. Até agora a referência era julho de 2011, quanto o metro quadrado valia 1.116 euros. Mas julho de 2017 ultrapassa este patamar: o metro quadrado já não registava um valor tão alto desde junho de 2011.

Avaliação Bancária das Casas

Em julho, o preço do metro quadrado atribuído pela banca na altura de concederem crédito para a compra de casa atingiu os 1.117 euros. No passado mês de junho a avaliação bancária das casas tinha atingido um pico de quase seis anos, colocando o preço do metro quadrado nos 1.112 euros, em média.

Comparando com o mês de junho, a subida na avaliação bancária foi de 0,4%, e registou-se sobretudo ao nível dos apartamentos, que cresceram 0,8% para os 1.167 euros por metro quadrado em oposição aos 0,2% que se verificou nas moradias. A região centro e a área metropolitana de Lisboa foram as zonas que viram um maior aumento de um mês para o outro: 1% no caso do centro e 0,9% em Lisboa.

A avaliação das casas em julho sobe assim 4,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O Norte e a região do Algarve são os grandes impulsionadores, crescendo 5,6% e 5,5% neste mesmo período, respetivamente.

A região autónoma dos Açores é a mais desalinhada com a tendência. Foi a única descida em relação ao mês de junho, na ordem dos 0,8%, e a que menos cresceu no espaço de um ano — apenas 1%.

Na primeira metade do ano, os bancos concederam cerca de quatro mil milhões em novo crédito à habitação, um crescimento de 42% em termos homólogos, num contexto de spreads em queda, mas também de juros muito baixos fruto da política monetária seguida pelo Banco Central Europeu.

No mês de agosto, no entanto, as taxas do crédito à habitação subiram pela primeira vez em três anos, de 1,007% em junho, para 1,009% em julho, uma diferença de cerca de um euro na prestação média.

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