Pedro Nuno Santos: “Há abertura” para vinculação de docentes

  • Lusa
  • 30 Agosto 2017

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares afirma que o Governo está aberto à proposta do BE para que as "necessidades permanentes do ensino sejam supridas com contratos permanente"

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares assegura haver abertura do Governo para trabalhar numa solução que permita vincular os professores que respondem às necessidades permanentes do sistema de educação. Ambas as partes da Geringonça discordam, contudo, no número de professores abrangido. O BE quer resolver a situação até ao final da legislatura.

“Aquilo que é exigido pelo BE, mais do que o próprio número em si, é que as necessidades permanentes do sistema de educação sejam supridas com contratos permanentes. Sobre essa reivindicação há uma abertura para trabalhar e nós estamos a trabalhar com o BE e com os nossos parceiros para perceber como é que podemos concretizar uma medida importante como essa”, afirmou o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, em entrevista à agência Lusa, a propósito das negociações do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018).

"Sobre essa reivindicação há uma abertura para trabalhar e nós estamos a trabalhar com o BE e com os nossos parceiros para perceber como é que podemos concretizar uma medida importante como essa.”

Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares

A coordenadora do BE, Catarina Martins, exigiu, no domingo, que os 11 mil professores contratados precariamente pelas escolas todos os anos sejam vinculados até ao final da atual legislatura, ou seja, nos próximos dois anos. No entanto, em relação ao número em concreto de professores já não há a mesma sintonia entre BE e Governo, uma vez que “depende da avaliação também que é feita das necessidades permanentes”, não sabendo Pedro Nuno Santos se serão os 11 mil referidos pela líder bloquista.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares recordou que o Governo fez uma vinculação extraordinária de três mil professores, mas que continuam a existir “muitos professores contratados, muitos deles para suprir necessidades permanentes”. “Eu acho que terá bom desfecho”, antecipou.

Há, portanto, “um trabalho que está a ser feito com o BE”, assegurando Pedro Nuno Santos que “essa reivindicação foi levada a sério” pelo Governo. “A preocupação já era partilhada por nós e, portanto, é um trabalho que vai ser feito para ver se nós a conseguimos concretizar, ir ao encontro dessa preocupação do BE que também é nossa, já agora”, declarou.

No discurso de encerramento da rentrée política do BE, no domingo, Catarina Martins disse ser fundamental “responder no tempo desta legislatura pela condição dos professores e das professoras contratadas, porque há décadas que este problema se arrasta“, sendo este um dos temas que o partido leva para as negociações do OE2018.

“Para o Bloco de Esquerda, vincular os 11 mil professores contratados de que a escola precisa tem de ser também um compromisso para o resto da legislatura. Se não é possível, ou se há dificuldade em fazer a vinculação num só ano, então temos dois anos para o fazer”, disse então a coordenadora bloquista.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Pedro Nuno Santos: “Há abertura” para vinculação de docentes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião