BCP dá trambolhão de 7% e arrasta bolsa de Lisboa

  • ECO
  • 7 Setembro 2017

O banco liderado por Nuno Amado caiu pela quarta sessão consecutiva. Afundou 7%, recuando para mínimos desde abril.

A bolsa portuguesa abriu em alta, seguindo a tendência europeia. No entanto, inverteu os ganhos devido à queda abrupta do BCP. O banco liderado por Nuno Amado caiu 7% para mínimos de abril.

O índice de referência nacional, o PSI-20, encerrou em baixa de 1,08% para 5.074,49 pontos, arrastado pela queda do BCP, pela quarta sessão consecutiva, com cerca de 156 milhões de ações a serem negociadas nesta quinta-feira. As ações do banco caíram 7,12% para 19,95 cêntimos, um mínimo desde 24 de abril, mas chegaram a tocar os 19,76 cêntimos.

BCP em mínimos de abril

Recorde-se que no dia do 30º aniversário da admissão do BCP na bolsa portuguesa, o presidente do banco Nuno Amado não se mostrou preocupado com o desempenho das ações que têm estado em queda nas últimas sessões. “A única forma de ter uma sustentabilidade a longo prazo é apresentado resultados e uma evolução favorável”, referiu.

O bom comportamento registado pelo setor energético não foi suficiente para manter em alta o índice nacional de referência. A EDP fechou a subir 0,4% para 3,24 euros, enquanto a subsidiária EDP Renováveis avançou 0,39% para 6,93 euros.

A Galp Energia subiu 0,21% para 14,14 euros, num dia que acabou por ser de ganhos para os preços do petróleo nos mercados internacionais. O Brent, negociado em Londres, referência para as importações nacionais, subia 0,42% para 54,43 euros. Ainda do lado dos ganhos, destaque para a Jerónimo Martins. A retalhista valorizou 0,51% para 16,8 euros.

A queda do PSI-20 acabou por contrariar o otimismo vivido na Europa. Contrariamente, o Stoxx 600 fechou o dia a verde, com uma subida de 0,27%, isto no dia em que o presidente do Banco Central Europeu revelou que os juros se vão manter e que está preparado para prolongar os estímulos caso seja necessário.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCP dá trambolhão de 7% e arrasta bolsa de Lisboa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião