PSI-20 nos holofotes da Europa. Nem a EDP os apaga

  • Ana Batalha Oliveira
  • 18 Setembro 2017

O "não" à fusão com a Gas Natural tira o entusiasmo aos investidores, mas só em relação à EDP. As boas notícias quanto à economia portuguesa dão ao PSI-20 os maiores ganhos entre as bolsas europeias.

O entusiasmo em relação à economia portuguesa faz-se notar bolsa. A subida de rating concedida por uma das principais agências financeiras, a Standards & Poor’s, pintou o principal índice bolsista português a verde: todas as cotadas subiram, à exceção da EDP. O BCP destacou-se com uma escalada de 5,59%.

O PSI-20 fechou esta segunda-feira a cotar nos 5.283,14 pontos, uma valorização de 1,56%. Esta foi a maior aceleração entre os pares europeus, com o Stoxx 600 a subir 0,34%, o vizinho IBEX-35 a valorizar 0,28%, e com o britânico FTSE e o alemão DAX a registar aumentos de 0,58% e 0,37%, respetivamente.

Por cá, é o BCP que toma a liderança. Fechou o dia nos mercados a subir 5,59% para os 22,65 cêntimos, tendo chegado a atingir um pico de 7,23% no preço das ações. A apoiar esta subida estão os juros da dívida nacional, que aliviam 36,8 pontos base para 2,436%, tocando mínimos de mais de ano e meio. A Mota Engil também ajudou na subida com uma valorização de 1,60% na hora do fecho. As papeleiras, Navigator e Altri, destacaram-se ainda com aumentos de 4,51% para os 3,96 euros e de 3,55% para os 3,94 euros, respetivamente. No setor das telecomunicações, foi a Pharol a ficar na frente com uma subida de 3,98%.

É a EDP a única das dezoito cotadas a destoar no índice. A energética acabou o dia a perder 2,52%, com o preço dos títulos a desvalorizar para os 3,29 euros. Isto depois de este domingo Marques Mendes ter revelado que a China Three Gorges, o principal grupo de acionistas da EDP, recusou a fusão da energética com a Gas Natural.

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