Fundos comunitários: “Ainda se queixam da herança”, diz PSD

O ex-líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, acusou o Governo de desviar a atenção da atual execução dos fundos comunitários criticando o anterior Executivo.

O PSD atacou esta quarta-feira o Governo por ter criticado a herança da execução dos fundos comunitários e, ao mesmo tempo, não ter resolvido o problema em dois anos de mandato. Em Braga, o ex-líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, argumentou que o Executivo é “sorridente, mas quase sempre incompetente”.

“Ainda se queixam da herança”, atacou Montenegro. O social-democrata argumenta que o Partido Socialista critica o Governo anterior para “esconder a incapacidade de terem quebrado o ritmo que trazemos de trás”. Para o ex-líder da bancada parlamentar do PSD “estávamos na linha da frente e agora estamos nos últimos lugares”.

Na sequência da notícia desta quarta-feira do jornal Público, o grupo parlamentar agora liderado por Hugo Soares enviou esta quarta-feira várias perguntas ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques. O PSD pretende saber de que forma é que o Governo está a resolver o problema dos atrasos na certificação das despesas nos Programas Operacionais que compõem o Portugal 2020.

Além disso, o PSD quer saber qual a taxa de concretização dos objetivos e metas comprometido com a Comissão Europeia e conhecer quais os pormenores dos contactos entre Portugal e a Comissão Europeia para reprogramar o Portugal 2020.

Na mesma intervenção desta quarta-feira em Braga, Luís Montenegro afirmou que os socialistas “dizem que o Governo anterior fez tudo mal, que deixou tudo mal preparado, [mas] esqueceram-se que fomos o primeiro país na Europa a assinar os programas operacionais e a fazer pedidos de pagamento do novo quadro comunitário e o quarto a assinar o acordo de parceria”. De acordo com o social-democrata, “têm sido as empresas e os municípios a executar e não a Administração Central“.

Cristas considera “inadmissível” risco de perder fundos

Já a presidente do CDS-PP Assunção Cristas considerou, em Pombal, “inadmissível” que Portugal corra o risco de perder fundos comunitários, referindo-se a uma notícia avançada pelo jornal “Público”.

“Então não nos espantamos quando vemos hoje notícias que nos dizem que os fundos têm uma execução tão baixa que há risco de devolver dinheiro a Bruxelas? Isto é incompreensível e inadmissível, porque o país precisa deste dinheiro”, frisou Assunção Cristas, no discurso durante um jantar de apresentação da candidatura de Sidónio Santos à Câmara de Pombal, no distrito de Leiria.

A líder do CDS-PP acusou o primeiro-ministro António Costa de “tantas vezes” dizer “uma coisa e fazer tantas vezes o contrário”. “António Costa diz que a qualificação dos portugueses é uma grande prioridade para este Governo, mas ando por todo o país, vou às empresas e estamos num concelho com muitas empresas e indústria, a querer trabalhar, a puxar pela nossa economia, pelas nossas exportações e o que dizem é que não crescem mais porque não têm maneira de ter pessoas qualificadas tecnicamente para as suas áreas”, adiantou Assunção Cristas.

Segundo a também candidata à Câmara de Lisboa, as empresas até poderiam “crescer mais”, mas questionam “onde vão buscar pessoas qualificadas”. “Aos centros de formação profissional e aos cursos que começaram a ser desenhados com o setor empresarial? A resposta é: antigamente ainda tínhamos algumas turmas, agora estão cortadas porque não há fundos comunitários para pagar e para financiar esses cursos. Então onde está a prioridade da qualificação? Onde estão a ser alocados os fundos comunitários?”, perguntou ainda Assunção Cristas.

A presidente do CDS-PP sublinhou que os “empresários precisam desta formação, porque precisam de apoio aos seus investimentos”. “E o que vemos é muita propaganda.”

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