Aumento extra das pensões? “Não há nenhuma posição fechada”, diz Vieira da Silva

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 21 Setembro 2017

O ministro do Trabalho e Segurança Social garante que as pensões voltarão a ser atualizadas de acordo com a legislação, abrangendo cerca de 90% dos reformados. Mas não revela se haverá aumento extra.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social não quis revelar se os pensionistas voltarão a ter um aumento extraordinário em 2018, indicando que não há “posição fechada”. Certo é que as pensões voltarão a ser atualizadas de acordo com a legislação, que liga atualmente os aumentos à economia e à inflação.

Este ano, dois milhões de pensionistas tiveram direito a um aumento extra, que começou a ser aplicado em agosto. Para 2018, a questão volta a ser colocada na mesa das negociações com os partidos que apoiam o Governo. Questionado sobre esta possibilidade, o ministro Vieira da Silva não quis adiantar novidades. “Não há nenhuma posição fechada”, respondeu.

Sabe-se, porém, que haverá, “pelo terceiro ano consecutivo a aplicação da fórmula de atualização das pensões, que faz com que mais de 80%, aliás, perto de 90% dos pensionistas tenham pelo menos garantido que não têm perda de poder de compra e isso é toda uma diferença, para além das melhorias que existem com o fim dos impostos extraordinários que incidem sobre os pensionistas”, adiantou ainda Vieira da Silva à margem da conferência da UNECE sobre o Envelhecimento.

“Pelo menos essa atualização que garante que as pensões não se degradam para grande maioria” dos pensionistas “está garantida porque a lei voltou a ser reposta e não está suspensa”, acrescentou. Este ano, as pensões mais baixas foram atualizadas em 0,5% pela aplicação destas regras.

O governante não quis falar sobre o Orçamento do Estado para 2018, defendendo apenas que a melhor forma de evitar pensões baixas é assegurar “crescimento do emprego e melhores salários”. Adiantou ainda que é a evolução da economia e da sociedade “que vai ditando facilidade e a rapidez” com que é possível recuperar “alguma da degradação que existiu durante um bom número de anos”. “Há três anos estávamos a discutir quanto é que seriam os cortes nas pensões, agora estamos a discutir quanto é que serão os aumentos, se isto não é uma viragem, não sei o que é uma viragem”, frisou.

Vieira da Silva diz compreender que os portugueses tenham “expectativas” em torno do OE, mas deixa um alerta: “Compreendo naturalmente que haja essa expectativa mas creio que os portugueses têm também a expectativa que as políticas não contribuam para destruir essa expectativa.” “Ou, dito de forma, “que as políticas sejam sensatas” e “equilibradas”. O equilíbrio é possível mas tem de ter “os necessários níveis de ponderação”.

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