Jorge Rebelo de Almeida é o convidado do ECO24 esta noite na TVI24

  • ECO
  • 27 Setembro 2017

Chairman de um dos grupos líderes da hotelaria em Portugal é o convidado do ECO24, a partir das 23h na TVI24. Estes são as seis ideias de Jorge Rebelo de Almeida a recordar antes da entrevista.

Quase três décadas depois do primeiro empreendimento turístico do Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, presidente desse grupo hoteleiro, ainda faz questão de escolher a cor dos cortinados de cada novo hotel. Em Portugal e no Brasil, já se contam 27 unidades. Em 2016, só cá dentro, o grupo hoteleiro ultrapassou os 93,6 milhões de euros em receitas (ultrapassando a previsão em 20 milhões de euros). O bom senso e a responsabilidade continuam a ser, segundo o empresário, as suas principais linha mestras. Hoje, no Dia Mundial do Turismo, Jorge Rebelo de Almeida é o convidado do ECO24, programa de economia do ECO em parceria com a TVI24, a partir das 23h. Estes são os seis pontos que deve recordar antes da entrevista.

  1. O turismo explodiu mesmo?

    No verão de 2016, o Vila Galé atingiu uma ocupação média acima dos 90%, representando um crescimento de quatro pontos percentuais face ao ano anterior. Jorge Rebelo de Almeida diz que o turismo está a mobilizar o país e, melhor, a trazer uma nova vida aos centros urbanos. A recuperação do património histórico português é uma das vantagens desse movimento apontadas pelo presidente do grupo.

    O Web Summit, conferência sobre tecnologia realizada anualmente em Lisboa, pode não ter concretizado as expectativas relativas à taxa de ocupação dos hotéis, mas encheu a capital animação. As transportadoras aéreas low cost podem ter trazido sobretudo turistas com mais ou menos dinheiro, mas encheram as cidades (Lisboa e Porto, principalmente) de jovens. São esses visitantes que daqui a 10 anos voltarão a Portugal, reforça Jorge Rebelo de Almeida. Ao primeiro-ministro português já elogiou “a capacidade negocial, o espírito positivo e a energia boa”, mas reforça que ainda falta “uma série de coisas”, reporta o Dinheiro Vivo.

  2. Defensor do alojamento local

    Ao contrário da maioria dos hoteleiros portugueses, Jorge Rebelo de Almeida reconhece valor no alojamento local. Para o empresário, sem essa oferta, os recordes consecutivos que o setor do turismo tem vindo a registar não seriam possíveis. Não defende quotas e elogia a reabilitação urbana impulsionada por este tipo de negócio. Recomenda equilíbrio àqueles que apostam neste tipo de acomodação e investimento na diferenciação pela positiva aos hoteleiros. Ao ECO, já adiantou que o grupo Vila Galé não se irá aventurar no segmento do alojamento local.

  3. Apoiante da revitalização do interior

    “Quando há turismo em força, em Lisboa, temos de empurrá-lo para fora da cidade”, disse, no final de 2016, Jorge Rebelo de Almeida ao Dinheiro Vivo. Faz, portanto, parte da ambição do grupo Vila Galé investir em zonas do país com menor rentabilidade e visibilidade, como o interior, criando, consequentemente, emprego e riqueza.

  4. “Os empatas”

    Qual o maior entrave ao desenvolvimento e ao investimento em Portugal? “Gente que tem um prazer tremendo em não só não fazer, como não deixar os outros fazerem coisas”, assinalou Jorge Rebelo de Almeida, em dezembro, no ECO.

    O empresário defende que a desburocratização anunciada, nos últimos tempos, não passa de uma “fantasia”. A sua confiança no Simplex, programa de facilitação legislativa e administrativa para cidadãos e empresas, não goza, por isso, de muita saúde. Reconhece alguns benefícios à iniciativa, mas esclarece que “as complicações” não tardam a multiplicarem-se.

  5. Portugal, um país verde

    Para o presidente do grupo Vila Galé, o futuro do turismo português passa pela aposta na proteção do ambiente. Fazer de Portugal um país verde, um destino saudável é a recomendação de Jorge Rebelo de Almeida. O empresário tem mesmo vontade de revitalizar o turismo equestre.

  6. Prossiga com cautela

    Há condições para, a médio prazo, os hotéis melhorarem os seus preços, realça Jorge Rebelo de Almeida. O empresário português recomenda, contudo, cautela: “Toda a gente começa a fazer contas e a achar que o limite é o céu, porque acha que o turismo é um negócio maravilhoso. O negócio é bom para quem o saiba fazer”. Bom senso e os pés bem assentos na terra são, por isso, duas das características que o presidente diz que o grupo Vila Galé mantém.

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