Governo espanhol facilita mudanças de sede da Catalunha

  • ECO
  • 5 Outubro 2017

Primeiro foi o Sabadell, o Caixabank também está a avaliar a mudança da sede de Barcelona para Palma de Maiorca. E pediu ao governo para mudar a lei e permitir uma transferência de sede mais rápida.

Quando o maior banco da Catalunha, o CaixaBank, admite publicamente que está a avaliar uma mudança da sua sede, que é hoje em Barcelona, percebe-se a gravidade do que está em causa, e a aceleração do calendário. E por isso, o governo espanhol está a ultimar um decreto-lei com caráter de urgência, que permita às administrações das empresas com sede em Barcelona uma decisão de mudança de sede sem a obrigação de consulta dos acionistas.

Como adianta o El Confidencial, já tinha existido uma alteração à lei que permitia uma decisão mais expedita das administrações das empresas na mudança de sede. À data, em 2015, as mudança legais foram entendidas como à medida do caso catalão. Ainda assim, a lei continuou a determinar que essa mudança poderia ser feita apenas pelo conselho de administração da empresa, “salvo se os estatutos da empresa dispusessem o contrário”. É o que sucede hoje com o CaixaBank, e por isso, revelou o El Confidencial, o conselho de administração do grupo financeiro terá pedido ao governo para mudar a lei como medida de urgência. É que o governo catalão – o Generalitat – deixou saber que vai declarar unilateralmente a independência da Catalunha na próxima segunda-feira.

Esta quinta-feira, fontes do CaixaBank citadas pela agência de notícias Efe revelaram que o banco catalão adotará as “decisões necessárias no momento oportuno, sempre com o objetivo de fazer prevalecer os interesses dos clientes, acionistas e empregados”.

Esta foi a posição tomada pelo CaixaBank, que em Portugal controla o BPI, após ter sido tornado público que o Banco Sabadell vai realizar uma reunião extraordinária do seu conselho de administração para decidir se muda a sua sede social para Madrid ou Alicante, perante a possibilidade de o governo catalão declarar unilateralmente a independência da Catalunha.

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