Operários da Autoeuropa querem sábado pago como dia extra

  • ECO
  • 6 Outubro 2017

Nova comissão garante que operários nunca se recusaram a trabalhar, mas exige que esse esforço seja recompensado devidamente, sugerindo que sábados valham como dias extraordinários.

Sem trabalhadores, a empresa nada pode fazer. É essa a opinião de Fernando Gonçalves, líder da nova comissão de trabalhadores da Autoeuropa. O representante insiste, por isso, que os sábados devem ser pagos como dias extraordinários, mesmo que a semana de trabalho só tenha cinco dias.

“Não posso conceber que um sábado não seja pago o dobro de um dia normal”, realça. A comissão eleita, esta terça-feira, sem maioria diz que os operários nunca se negaram a trabalhar, mas adianta que não o podem fazer de forma contínua “sem serem pagos devidamente”, reporta o Dinheiro Vivo. Gonçalves apela, assim, à sensibilidade e perspicácia da empresa.

“Há vida para lá da fábrica. A Autoeuropa não pode pensar que somos robôs”, enfatiza o líder da nova comissão. O representante dos trabalhadores acusa a empresa do grupo Volkswagen de não se ter planeado corretamente para o lançamento do novo modelo da marca, o T-Roc, e assinala que os trabalhadores não têm “culpa” dessa falha. “Isto é grave e não podem ser os trabalhadores a pagar os erros”, acrescenta.

Fernando Gonçalves diz esperar que a Autoeuropa tenha a “perspicácia para entender o sinal dado pelos trabalhadores depois do chumbo do pré-acordo do novo horário, da greve de 30 de agosto e do resultado das eleições desta semana”.

Eleita há menos de uma semana, a nova comissão garante que, antes da primeira reunião com a empresa, já estará pronta uma proposta conjunta resultado de todas as sugestões e ideias das outras listas de trabalhadores eleitas. “Temos o objetivo comum de defesa intransigente dos trabalhadores”, termina Fernando Gonçalves.

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