Sócrates diz que arresto de imóveis “não tem fundamento”

O antigo primeiro-ministro acusa o Ministério Público de "abuso de poder" e garante que os imóveis arrestados nunca foram seus.

O Ministério Público mandou arrestar imóveis que acredita pertencerem a José Sócrates, para assegurar que o Estado poderá ser ressarcido caso o antigo primeiro-ministro venha a ser condenado na Operação Marquês. A notícia foi avançada, este sábado, pelo Expresso, e Sócrates já reagiu. Em conferência de imprensa, diz que a decisão do Ministério Público “não tem nenhum fundamento”.

“O processo Marquês parece ter inaugurado hoje uma nova etapa. O Ministério Público decidiu notificar arrestos através dos seus assessores de imprensa que prestam serviço no Expresso”, disse Sócrates na conferência de imprensa, citado pelo Correio da Manhã.

"Não há nem houve nada de errado que envolva estas propriedades. O arresto de imóveis não tem nenhum fundamento, a não ser esconder o vazio deste processo.”

José Sócrates

Antigo primeiro-ministro

O antigo primeiro-ministro acusa ainda o Ministério Público de “abuso de poder” e “violência gratuita” e garante que os imóveis arrestados “não são nem nunca foram” seus, cita o Expresso. “Não há nem houve nada de errado que envolva estas propriedades. O arresto de imóveis não tem nenhum fundamento, a não ser esconder o vazio deste processo”, acrescenta.

Os imóveis em causa são dois apartamentos e uma herdade no Alentejo, vendidos entre 2011 e 2012 pela mãe de José Sócrates ao amigo e empresário Carlos Santos Silva. O Ministério Público acredita que esta foi uma forma de branquear capitais obtidos de forma ilegítima e suspeita que Sócrates terá recebido, no mínimo, 32 milhões de euros em subornos.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sócrates diz que arresto de imóveis “não tem fundamento”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião