Pedro Marques: “Cativações serão as mesmas deste ano”

  • ECO
  • 16 Outubro 2017

Pedro Marques, ministro do planeamento e das infraestruturas, diz que as cativações de 2017 se irão manter no próximo ano, e mostra-se confiante quanto aos números do Orçamento para 2018.

O Governo tem sido criticado pelas elevadas cativações. No próximo ano, Pedro Marques garante que “serão as mesmas que estiveram no ano passado”. O ministro do planeamento e das infraestruturas defende que o Orçamento do Estado para 2018 “é, sobretudo, de estabilidade, não é nem eleitoralista, nem trava a consolidação”.

“Temos muita confiança nos números que estamos a apresentar”, garante Pedro Marques em entrevista ao Jornal de Negócios. As cativações não são um tabu, vão inclusivamente ser divulgadas trimestralmente, divulga o ministro. Para já, o que pode assegurar é que “são as mesmas que estiveram no ano passado [este ano]“, ano em que o ministério a seu cargo “era o que tinha mais cativações e depois também foi o que teve mais descativações”.

"Este Orçamento é sobretudo de estabilidade, não é nem eleitoralista, nem trava a consolidação.”

Pedro Marques

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas

Um Orçamento eleitoralista? Pedro Marques nega. “Os quantitativos das devoluções dos rendimentos em sede de IRS ou do ponto de vista das carreiras [da Função Pública] já estavam, no essencial, no cenário macroeconómico do PS antes das eleições”, responde.

Olhando a medidas específicas, Pedro Marques considera o regime simplificado do IRS dos trabalhadores independentes “uma medida de justiça fiscal”, explicando que “pessoas que tenham uma situação mais complexa existe o sistema de contabilidade organizada também disponível” e “acontece ao mesmo tempo em que o mínimo de existência é alargado à categoria B”.

Fazemos este aumento de rendimentos e do investimento público, mantendo a trajetória de redução do défice e da dívida.

Pedro Marques

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas

Se no caso das famílias há um alívio, nas empresas o aumento da derrama estadual aparece em compensação da redução da taxa de IRC verificada durante o Governo de Passos Coelho. ” A verdade é que quando foi feita aquela baixa de IRC não foi feita a compensação”, aponta o ministro.

 

Devolver rendimentos. E a dívida?

“A despesa estrutural tem de ser vista em relação aos recursos que a economia gera…” acrescenta ainda, e explica “fazemos este aumento de rendimentos e do investimento público, mantendo a trajetória de redução do défice e da dívida”.

Pedro Marques desvaloriza a redução mais lenta da dívida pública para 2018.Nós continuamos a ter a variação de meio ponto no saldo estrutural, que é muito importante“, relembra, e sublinha as diferenças: “Estamos aqui a discutir se estamos a andar muito depressa ou mais devagar para um défice de 1% do PIB”, quando o governo recebeu um saldo de mais de 4%, defende.

Quanto à necessidade de uma maior almofada financeira, tendo em conta o provável abrandamento da economia espanhola e inglesa, Pedro Marques volta a desvalorizar tendo em conta a evolução positiva no défice e na dívida pública. “Não me levem a mal, mas não me parece que isso faça sentido”, remata.

 

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Pedro Marques: “Cativações serão as mesmas deste ano”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião