Volkswagen dá luz verde para saída da Seat da Catalunha

  • ECO
  • 19 Outubro 2017

Os planos foram delineados e poderão ser postos em prática, se necessário. Do lado do governo da Catalunha, a Seat apresenta-se com um dos pilares da economia local, do lado de Madrid sobe a pressão.

A Volkswagen tem vindo a seguir com atenção a crise na Catalunha, mas agora cabe à sua subsidiária espanhola decidir se muda a sua sede social para fora da comunidade. Caso seja necessário, a Seat tem autorização da empresa alemã para sair da Catalunha, avança o jornal El Mundo esta quinta-feira.

A Seat tem vindo a estabelecer conversações com a Volkswagen e já traçou um plano de mudança da sede social, para ser ativado em caso de necessidade, afirmam fontes próximas ao jornal. A estratégia tem em conta a segurança jurídica da empresa, assim como os direitos dos trabalhadores, dos acionistas e dos clientes.

A Seat é um marco da indústria catalã, com ganhos de 232 milhões de euros no ano passado. O fabricante automóvel é, portanto, uma das peças mais apetecidas do governo de Puigdemont. Segundo documentos apreendidos pela Guarda Civil espanhola, a Agência Tributária catalã tinha planos de reter empresas com sede social e fiscal na região, entre as quais se encontrava a Seat.

Da parte da empresa espanhola, um porta-voz limita-se a reivindicar o estabelecimento de “um ambiente político estável” de forma a “gerar crescimento e emprego”. Já o presidente executivo, Luca de Meo, afirma que “a Seat sabe adaptar-se”. O presidente do comité da Seat, Matías Carnero, afirmou à cadeia de televisão ETB que a empresa tem vindo a ser pressionada para mudar a sua sede. Embora tenha afirmado não saber de onde vinham tais pressões, Carnero sublinhou que “tanto o Rei como Mariano Rajoy conhecem conselheiros da Seat”.

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