Câmara de Lisboa toma hoje posse ainda sem acordos definidos para a maioria

  • Lusa
  • 26 Outubro 2017

Os eleitos da Câmara e da Assembleia de Lisboa irão hoje tomar posse, numa cerimónia aberta ao público. No entanto, ainda não estão definidos acordos para a governação da cidade.

Os eleitos da Câmara e da Assembleia Municipal de Lisboa irão esta quinta-feira tomar posse, numa cerimónia aberta ao público que decorrerá na Praça do Município, mas ainda sem definição quanto a acordos para a governação da cidade.

A presidente da Assembleia Municipal, Helena Roseta, dará posse ao presidente da Câmara, Fernando Medina (eleito pelo PS), e aos restantes 16 vereadores do executivo. Também serão empossados os 75 deputados municipais (51 eleitos diretamente e 24 presidentes das Juntas de Freguesia, deputados por inerência).

O PS ganhou as eleições autárquicas para a Câmara de Lisboa com 42,02% dos votos, mas não conseguiu manter a maioria absoluta obtida por António Costa, ficando com oito vereadores, menos três do que em 2013. Já o CDS-PP elegeu quatro vereadores (ganha três), o PSD obteve dois mandatos (perde um), a CDU mantém os dois eleitos e o Bloco de Esquerda conseguiu eleger um vereador.

O atual presidente da Câmara, Fernando Medina, foi o número dois de Costa na autarquia, tendo assumido a presidência quando o ex-presidente saiu do cargo para assumir funções de primeiro-ministro. Desde que se disputaram as autárquicas, a 1 de outubro, que o PS e o BE se mostraram disponíveis para chegarem a um acordo, tendo os bloquistas chegado a confirmar “conversações” com Fernando Medina.

Quanto ao PCP, apesar de o secretário-geral ter recusado qualquer acordo pós-eleitoral na autarquia de Lisboa, embora mantendo uma postura construtiva, a direção de Lisboa sublinhou hoje que esta força política se encontra disponível para “convergências pontuais” na Câmara Municipal, no sentido de contribuir para “resolver os problemas” da capital.

De acordo com o site da Assembleia Municipal, o executivo será composto por Fernando Medina (presidente), Duarte Cordeiro, Paula Marques, Manuel Salgado, João Paulo Saraiva, Catarina Vaz Pinto, José Sá Fernandes e Miguel Gaspar, mas ainda não são conhecidas as pastas que assumirão. Segundo a mesma fonte, os eleitos da Coligação Nossa Lisboa (CDS-PP/PPM/MPT) serão Assunção Cristas, João Gonçalves Pereira, Maria Zagalo e Antero Moreira da Silva. Pelo PSD, a equipa que tomará posse será composta por Teresa Leal Coelho, que é reconduzida, e pelo estreante João Pedro Costa. A CDU (coligação PCP/PEV) elegeu João Ferreira e Carlos Moura, enquanto o vereador do Bloco de Esquerda (BE) será Ricardo Robles.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Câmara de Lisboa toma hoje posse ainda sem acordos definidos para a maioria

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião