Rui Rio: “sou mais estável” do que Santana Lopes

  • ECO
  • 28 Outubro 2017

Em entrevista ao Expresso, Rui Rio diz que Santana Lopes é uma "quarta opção" e salienta que "todos aqueles que estiveram num cargo e quiseram regressar", acabaram por perder, à exceção de Isaltino.

Rui considera-se um político diferente dos outros e acredita que Santana Lopes é uma “quarta opção”. Em entrevista ao Expresso, o candidato à liderança do PSD aponta para diferenças no “capítulo da personalidade”, vincando que é mais estável do que Santana Lopes [acesso pago].

“Santana Lopes é uma quarta opção de quem queria a todo o transe que existisse uma âncora contra mim. Queriam que Passos Coelho continuasse, ele entendeu não continuar. Depois tentaram Luís Montenegro, depois Paulo Rangel, depois Santana Lopes, que aceitou. Se não tivesse aceitado, ainda haveria a tentativa de um quinto. É uma frente, não anti-Rui Rio, mas contra aquilo que pode ser um projeto que tenha mais mudança do que aquilo que querem”, refere Rui Rio.

Para o candidato à liderança do PSD, as diferenças entre si e Santana Lopes estão no “capítulo da personalidade”: “somos diferentes, sou mais estável, quer no discurso quer ao longo da minha vida”. E acrescenta: “Cumpro mandatos até ao fim de uma forma particularmente rígida, como se sabe. Santana Lopes já foi cinco vezes candidato a líder do PSD”.

Além disso, os militantes têm que “pensar numa coisa: todos aqueles que estiveram num cargo e quiseram regressar, à exceção de Isaltino Morais agora nas eleições de Oeiras, perderam sempre”, recorda Rio. “Santana, em 2009 quando quis voltar à Câmara de Lisboa, perdeu. Quando quis regressar ao partido, até ficou em terceiro contra Manuela Ferreira Leite [e Paulo Rangel]”, sublinha ainda.

Apontando para os resultados das autárquicas, Rio avisa: “se não nos reconciliamos com os portugueses, não chegamos às legislativas em condições de disputar a liderança”. Isto “se nestas eleições os militantes do PSD não escolherem aquele que os portugueses mais querem”, adianta ainda. Quer isso dizer que Santana Lopes colocaria o PSD em terceiro lugar? Rui Rio diz que não é isso que está em causa, mas salienta: “Quando Santana Lopes foi líder do PSD ficámos em segundo, com uma liderança tal que o PS teve a sua única maioria absoluta”. “Bater-se taco a taco é ganhar as eleições ou, se perder, perder por pouco”, sublinha.

Falando já no Orçamento do Estado, Rio entende que “é até algo pior” do que eleitoralista, porque “eleitoralista é querer captar simpatia porque vai haver eleições, mas em 2018 nem vai haver eleições”. Acusa a coligação parlamentar de estar mais preocupada com o presente do que com o futuro e revela que votaria contra o Orçamento — diz que a resposta é fácil mas não é cómoda, porque são afirmações que podem condicionar as opções da atual direção.

O candidato à liderança do PSD acredita que há condições para a coligação parlamentar “cumprir os quatro anos”, que “acaba por durar mais do que era expectável”. Isto porque “o PCP e o BE engoliram grande parte daquilo que diziam quando estavam de forma pura e dura na oposição”. Acredita que o PS e os parceiros estão “reféns uns dos outros” e diz que esta solução “não tem condições de governar com os olhos postos no futuro”.

Já quanto à intervenção do Presidente da República no âmbito dos incêndios, Rio diz que Marcelo “mais não fez do que ler a realidade e falar sobre ela”, acrescentando que não foi o Presidente “que abalou o Governo”. “O Governo está abalado pela realidade”, frisa.

 

 

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