Espanha pode criar mais 500 mil empregos se a Catalunha “voltar ao normal”

  • ECO
  • 14 Novembro 2017

O primeiro-ministro espanhol diz que a economia espanhola pode abrir 500.000 vagas de emprego e crescer mais rápido caso a situação na Catalunha "volte ao normal".

Mariano Rajoy, o primeiro-ministro espanhol, projeta que, caso a situação da Catalunha “volte ao normal”, a economia espanhola beneficie de uma vaga de novos empregos — meio milhão — e que o PIB cresça entre 2,8% e 3% em 2018. Independentemente do desenrolar dos acontecimentos, o líder do Executivo não conta abandonar a sua posição em Madrid até ao final do mandato.

“Se isto acalmar, a economia pode crescer cinco ou seis vezes mais no próximo ano” afirmou Rajoy numa entrevista à Cope Radio, citada pelo Financial Times (acesso pago/conteúdo em inglês). O Governo espanhol previu em outubro que os movimentos independentistas da região da Catalunha resultassem numa quebra do PIB dos 2,6% previstos para 2018 para os 2,3%.

Catalunha foi a região espanhola onde o desemprego mais cresceu em outubro. Em geral, o número de desempregados nesse país registou um aumento de 56.844 pessoas em relação a setembro, embora em relação ao ano anterior o número de desempregados tenha diminuído em 297.956 indivíduos. A “debandada” de empresas que saíram da Catalunha desde que se iniciaram os movimentos separatistas já está próxima da fasquia dos 1.400.

Na mesma entrevista, Rajoy afirmou que caso os separatistas saiam vitoriosos das eleições de 21 de dezembro, nas quais se irá decidir acerca da autonomia da Catalunha, não abandonaria o cargo de primeiro-ministro. “Se estiver nas minhas mãos, esta legislatura durará quatro anos”, rematou, de acordo com o El País.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espanha pode criar mais 500 mil empregos se a Catalunha “voltar ao normal”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião