Marcelo atento às cedências do Governo no Orçamento

"Vamos ver se alguns processos reivindicativos têm incidência no Orçamento. Pode ser que não", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que admitiu que este OE lhe vai exigir mais trabalho de análise.

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que vai estar atento para “ver se no Orçamento do Estado há incidência das reivindicações mais recentes”, numa referência aos pedidos dos professores para que sejam contabilizados os nove anos em que as suas carreiras estiveram congeladas, mas também os polícias que pedem um tratamento idêntico.

Questionado sobre se o Orçamento do Estado para 2018 vai ser mais complexo de analisar, o Presidente da República disse que “cada Orçamento é um caso”. Mas, admitiu que “o facto de ter ocorrido o que ocorreu no país, com os fogos, dias depois de o Governo ter entregue a proposta do Orçamento tornou mais complicada a dotação e exige ao Presidente estar mais atento e mais trabalho de análise da proposta do Orçamento”. Recorde que Carlos César, na sexta-feira, admitiu que, no total, as medidas de reconstrução, prevenção e combate aos incêndios que vão constar no Orçamento do Estado para 2018, na especialidade, terão um impacto de 119 milhões de euros no défice do próximo ano. Os socialistas preveem assim que o défice fique nos 1,1%.

“Vou receber o Orçamento algures no início de dezembro e vou ver o que lá está”, disse o Presidente, em declarações transmitidas pela RTP3, depois de uma visita ao Hospital pediátrico Dona Estefânia, em Lisboa. Recusando sempre fazer um cometário direto às reivindicações dos professores que têm marcado os últimos dias, Marcelo frisou que “não fala em abstrato”e só se pronunciará “depois de olhar para o Orçamento e ver o que lá está”.

O Presidente aproveitou ainda para distinguir as três vertentes que estão a decorrer até ao final do ano e que não devem ser confundidas: as medidas de combate aos incêndios que têm tradução orçamental, as reivindicações de aumento do salário mínimo, que nada têm a ver com o Orçamento, e as reivindicações dos professores, que podem ou não ter peso no Orçamento.

“Vamos ver se alguns processos reivindicativos têm incidência no Orçamento. Pode ser que não”, conclui.

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