Portugal irá acolher mais 1.010 refugiados

  • Lusa
  • 28 Novembro 2017

Portugal pediu um alargamento da quota de participação no programa de reinstalação de refugiados da UE, programa que prevê o acolhimento de 50 mil indivíduos pelos países da União Europeia.

Portugal está disponível para acolher a partir de agora 1.010 refugiados provenientes da Turquia e de outros países, ao abrigo de um novo programa de reinstalação da União Europeia (UE), anunciou esta terça-feira o ministro da Administração Interna.

Portugal apresentou há poucas semanas um pedido de alargamento da sua quota de participação no programa de reinstalação. Hoje foi comunicada a aprovação deste pedido pela Comissão Europeia e passaremos a ter uma quota de 1.010 refugiados a reinstalar em Portugal a partir da Turquia e de outros países no âmbito do novo programa de adesão voluntária de países da UE”, disse Eduardo Cabrita.

O ministro falava aos jornalistas no final de uma reunião com o comissário europeu responsável pelas Migrações, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos. Eduardo Cabrita adiantou que Portugal terá agora como “prioridade da estratégia de acolhimento de refugiados a reinstalação a partir da Turquia e de outros países terceiros”.

Segundo Eduardo Cabrita, este novo programa foi recentemente decidido pela Comissão Europeia, visa reinstalar 50 mil pessoas em toda a União Europeia e é voluntário, além de contar com o apoio financeiro da UE. Segundo o comissário europeu, há cerca de 15 Estados-membros que manifestaram adesão ao programa.

O programa era para dois anos, terminou em setembro. Mantemos o programa em aberto, isto é, continuamos disponíveis para receber pessoas ao abrigo desse programa, mas admitimos que o número seja limitado.

Eduardo Cabrita

Ministro da Administração Interna

Em relação ao programa da UE de recolocação de refugiados que se encontravam na Grécia e Itália, Eduardo Cabrita afirmou que Portugal mantém abertura para continuar a receber pessoas ao abrigo deste acordo, mas atualmente é limitado o número de requerentes elegíveis. “O programa era para dois anos, terminou em setembro. Mantemos o programa em aberto, isto é, continuamos disponíveis para receber pessoas ao abrigo desse programa, mas admitimos que o número seja limitado”, afirmou.

O último relatório da Comissão Europeia, divulgado a 15 de novembro, indicava que Portugal recebeu 1.507 refugiados recolocados da Grécia e de Itália, aquém dos 4.500 que devia ter acolhido. Segundo o mesmo relatório, dois anos após o seu lançamento, o regime de recolocação UE está a chegar ao termo com resultados positivos, faltando recolocar apenas cerca de 750 pessoas na Grécia e 3.100 em Itália, tendo sido recolocadas 31.503 pessoas.

"Toda a Europa ficou aquém, o número global de pessoas recolocadas ao abrigo desse programa não excede as cerca de 35.000”

Eduardo Cabrita

Ministra da Administração Interna

Inicialmente estava previsto a recolocação de 160 mil refugiados que se encontravam na Grécia e em Itália nos 28 países da União Europeia. Questionado se os números ficaram aquém da disponibilidade manifestada, Eduardo Cabrita sublinhou que Portugal “colocou-se de forma exemplar neste programa”, tendo ficado em quinto lugar entre os 28 estados-membros.

Toda a Europa ficou aquém, o número global de pessoas recolocadas ao abrigo desse programa não excede as cerca de 35.000”, disse ainda. O comissário Europeu responsável pelas Migrações, Assuntos Internos e Cidadania disse que a prioridade passa agora pelo novo programa de acolhimento de 50.000 pessoas, uma vez que atualmente não há tanta pressão de refugiados na Itália e na Grécia.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal irá acolher mais 1.010 refugiados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião