Negócio da Santa Casa da Misericórdia no Montepio é “pouco transparente”, acusa Assunção Cristas

  • ECO
  • 21 Dezembro 2017

A líder do CDS, na ausência de mais esclarecimentos, é "frontalmente contra" o negócio que diz ser "pouco transparente". Cristas alerta para o que estará a preparar a "grande família socialista".

Assunção Cristas critica o Governo pela entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no capital do banco Montepio. Para a presidente do CDS este é um negócio “pouco transparente” sobre o qual o Executivo não tem feito esclarecimentos. Em entrevista ao Público (acesso condicionado), Cristas diz temer o que a “grande família socialista” possa estar a preparar neste negócio.

Cristas tem dúvidas e Costa não a esclarece — “as respostas são sempre vagas”, classifica. “O dinheiro dedicado às pessoas mais pobres ser alocado para um banco, quando a banca tem este histórico que acabámos por ver nos últimos anos?”, questiona a líder centrista, reprovando a entrada da SCML no Montepio por não ter existido um estudo. E deixa mais uma questão: “Dizem-nos que o Montepio está muito bem, que não precisa de dinheiro nenhum. Então porquê pôr lá a Santa Casa?”

A líder do CDS desconfia das relações entre o atual provedor da SCML, o Montepio e o Governo. “Isto é tudo elaborado com muita facilidade entre uns e outros”, considera, assinalando que se chegam a “soluções que não têm os reais interesses dos portugueses em primeiro lugar”. “Sem mais esclarecimentos, a nossa posição só pode ser frontalmente contra este negócio, que achamos pouco esclarecido, pouco transparente”, sintetiza a líder do CDS.

Na mesma entrevista, Assunção Cristas esclarece que não quer uma coligação pré-eleitoral com o PSD uma vez que “os momentos em que PSD e CDS estiveram separados” foram os que se registaram “melhores resultados”. E após as eleições? Aí, sim, o PSD é “o parceiro natural”. “Hoje os portugueses estão libertos do voto útil“, atira, argumentado que a atual solução governativa acabou com essa lógica.

Quanto à esquerda, Cristas antevê uma maior dificuldade do PCP e do BE em lidar com Mário Centeno, o novo presidente do Eurogrupo. “Agora vai ser mas difícil ter duas vozes, ou ter uma voz mais silenciosa“, remata.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Negócio da Santa Casa da Misericórdia no Montepio é “pouco transparente”, acusa Assunção Cristas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião