Mais de 12 mil funcionários públicos passaram à reforma em 2017

  • ECO
  • 7 Janeiro 2018

O ano de 2017 foi marcado por uma corrida às reformas no Estado. Aposentaram-se mais de 12 mil funcionários públicos, o que representa uma subida de 40% face a 2016.

Mais de 12 mil funcionários públicos passaram à reforma em 2017, um número que representa uma subida de 40% face às 8.727 aposentações registadas em 2016, escreve este domingo o Correio da Manhã [acesso pago].

Para o líder da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), esta corrida à reforma pode ser explicada nomeadamente com “a eliminação dos cortes nos salários, que permitiu obter pensões mais elevadas, e a desilusão com a carreira nos serviços públicos”.

De acordo com os dados da execução orçamental referente a novembro de 2017, a grande concentração de novos reformados ocorreu em junho, julho, agosto, outubro e novembro. Só nesses cinco meses, 5.882 funcionários públicos passaram à reforma, quase metade do total.

Mesmo tendo em conta os cortes que se aplicam às pensões antecipadas, “as pessoas preferem reformar-se com redução na pensão, porque não há aumentos salariais e as expectativas na carreira são muito baixas”, diz o líder da FESAP. E destaca ainda que a corrida às reformas em 2017 “indica uma inversão na tendência dos últimos anos“, em que a forte penalização nas pensões contribuiu para uma redução acentuada no número de novos reformados. De 2012 para 2017, por exemplo, o número de novos funcionários sofreu uma redução de quase 60%.

De acordo com o Correio da Manhã, a análise das listas mensais da Caixa Geral de Aposentações (CGA) indica que há 180 novos reformados da Função Pública com pensões de valor superior a quatro mil euros por mês. Justiça, saúde e ensino superior, por exemplo, são setores com pensões dessa ordem de grandeza.

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