E se o seu salário fosse em bitcoin? Em Espanha, já pode ser

  • Rita Atalaia
  • 9 Janeiro 2018

Em Portugal, já é possível comprar casas em bitcoins. Mas, aqui mesmo ao lado, em Espanha, há um empresa que dá a oportunidade aos funcionários de receberem o salário na moeda virtual.

Não é preciso ser um “mineiro” para ter bitcoins. Pode, simplesmente, comprá-las numa qualquer plataforma de negociação, mas há já quem as receba como remuneração. E é mesmo aqui ao lado. Em Espanha, a Repara tu Deuda, que procura soluções para as dívidas das famílias, aderiu à euforia da criptomoeda. A empresa vai dar a oportunidade aos funcionários de receberem parte dos seus salários na moeda virtual. Isto numa altura em que nada trava a subida da divisa.

A bitcoin “continua a quebrar recordes” e “nada faz pensar que vai parar de subir”, afirmam os responsáveis da Repara tu Deuda, citados pelo Cinco Días (conteúdo em espanhol), reconhecendo a valorização desta moeda virtual que multiplicou por 11 o seu valor no ano passado. Há um ano, a bitcoin valia 706,90 dólares. Hoje, a moeda está a cotar nos 14.773 dólares, mas chegou a ultrapassar os 19 mil dólares no final de 2017.

À semelhança do que já acontecia no Japão — os quatro mil funcionários da japonesa GMO Internet ficaram a saber que a partir de fevereiro deste ano vão poder começar a receber em bitcoins — esta empresa do país vizinho vai permitir que os seus funcionários recebam parte do salários nesta moeda. E até já instalou caixas automáticas da moeda virtual nos seus escritórios.

Só há um detalhe: para que os trabalhadores possam receber na criptomoeda, terão, contudo, de criar uma “carteira” virtual com uma chave de segurança. Carteiras a partir das quais se podem fazer transferências para as várias plataformas que negoceiam este ativo.

Depois, podem guardá-las, procurando que essa “fatia” do salário valorize, ou começar a gastar as divisas digitais. Ainda não há muitos sítios onde possa fazê-lo, mas aos poucos vão surgindo oportunidades para gastar as bitcoins. O imobiliário está a aderir à moda, com casas à venda nesta moeda. Até em Portugal já há apartamentos à venda em bitcoins.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

E se o seu salário fosse em bitcoin? Em Espanha, já pode ser

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião