Acabou PSD “errático”. Carlos César acredita em “melhores condições” para debater descentralização

  • ECO
  • 22 Janeiro 2018

Carlos César espera que, esclarecidos os problemas internos do PSD, os socialistas possam encontrar nesse partido um interlocutor "válido e fidedigno", para avançar na reforma da descentralização.

Depois das eleições internas do PSD, os socialistas esperam agora encontrar nesse partido um interlocutor “válido, fidedigno” e com “previsibilidade” para que a reforma da descentralização avance. Em entrevista à TSF, Carlos César acusa os laranjas de terem sido “erráticos, indefinidos e um pouco ausentes das grandes decisões”, mas diz acreditar que a “clarificação” no plano interno social-democrata garantirá “melhores condições” para um diálogo entre as duas forças políticas, sobre esta matéria.

No arranque dos dois dias de jornadas parlamentares, o líder da bancada socialista sublinha que, depois da “recomposição da liderança do PSD”, podem “surgir novidades nesta e noutras áreas”. O açoriano recusa comentar o eventual efeito que a liderança de Rui Rio provocará e considera que o PS terá agora um interlocutor “seguro e com continuidade”.

No que diz respeito ao debate sobre a descentralização, César adianta ainda que este é um tema em que o acordo entre os socialistas e os social-democratas é fundamental. “Não é possível uma reforma de descentralização sem o PS e o PSD, mas será também necessário envolver outros partidos nesta reforma”, reforça.

O político enfatiza, contudo, que já se podia ter avançado mais neste campo e que tal só não aconteceu porque o PSD se mostrou “reticente” e “indefinido”. À esquerda, César deixa ainda a nota de que “mesmo aqueles que acham que esta descentralização fica aquém do desejado, ficariam satisfeitos por estarem mais próximos daquilo que desejariam”.

PS não quer “apressar PSD”

O prazo dos trabalhos da comissão parlamentar para a Transparência nos Altos Cargos Públicos termina já no próximo mês, mas os socialistas dizem não querer “apressar o PSD”. “É importante que esta reflexão se faça procurando que os partidos consigam consensos à volta destes temas e, portanto, não temos o direito de apressar ninguém que não esteja em condições para se associar a esse consenso“, realça Carlos César.

Deste modo, o líder da bancada parlamentar do PS admite mesmo adiar essa data final e reforça a necessidade de se conciliar “a rapidez com a qualidade”.

“Espicaçar o Governo, se for preciso”

Nos próximos dias, o grupo parlamentar socialista vai visitar os distritos de Coimbra, Leiria e Viseu. No primeiro dia de trabalhos, os deputados vão visitar os concelhos afetados pelos incêndios de junho e outubro, do ano passado. “Tomar consciência do que está a ser feito e o que ainda falta fazer” e “espicaçar o Governo se for preciso” são os objetivos da viagem.

No jantar desta segunda-feira, juntam-se aos deputados, em Coimbra, o secretário-geral do partido, António Costa, e o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

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