Bolsa de Lisboa inalterada. Regista pior mês em mais de um ano

O PSI-20 fechou inalterado na última sessão de fevereiro, mas não conseguiu escapar ao pior registo mensal em mais de um ano. Praça lisboeta não resistiu ao sell-off das bolsas no início do mês.

A bolsa nacional encerrou a sessão inalterada, mas não conseguiu escapar ao pior registo mensal em mais de um ano. O balanço da sessão foi contrabalançado entre os ganhos do BCP, da EDP Renováveis e da Sonae e as perdas da EDP e da Jerónimo Martins. No mês, o recuo supera os 3% para o índice lisboeta que acompanhou o sell-off que atingiu os mercados nas primeiras sessões de fevereiro.

O PSI-20 terminou esta sessão inalterado nos 5.488,21 pontos, numa sessão em que os pares europeus se destacaram pela negativa. O rumo do índice bolsista nacional contou com as contribuições positivas sobretudo do BCP e da EDP Renováveis, cujas ações valorizaram 1,2% e 0,35%, respetivamente, para os 29,5 cêntimos e 7,175 euros.

A puxar pelo índice estiveram também os títulos dos CTT e da Sonae. As ações da empresa liderada por Francisco Lacerda valorizaram 1,31%, para os 3,41 euros, enquanto as da retalhista co-liderada por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério somaram 0,75%, para os 1,204 euros.

Pior na fotografia ficou a outra retalhista do índice bolsista nacional. As ações da Jerónimo Martins desvalorizaram 1,28%, para os 11,60 euros, condicionando assim o rumo do PSI-20. A quebra dos títulos da retalhista comandada por Pedro Soares dos Santos aconteceu antes de a empresa divulgar os seus resultados de 2017 que acontecerá já após o fecho do mercado.

No mesmo sentido terminou a EDP. As ações da empresa liderada por António Mexia desvalorizaram 0,54%, para os 2,753 euros, um dia antes de a elétrica também apresentar o balanço das suas contas anuais nesta quinta-feira.

PSI-20 inalterado. Afunda no mês

No balanço do mês, o PSI-20 apresenta contudo um balanço negativo. Recuou 3,45%, em fevereiro, protagonizando o pior registo mensal desde janeiro de 2017. Grande parte dessa queda resultou do deslize de mais de 8% das ações do BCP.

Mas houve outras cotadas nacionais a contribuir também para esse registo negativo após um início de mês marcado por um sell-off das principais bolsas mundiais, naquilo que os analistas classificaram como sendo uma “correção saudável” após os máximos.

(Notícia atualizada às 17h12 com mais informação)

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