Credores da Oi escolhem ficar com 71% da empresa. É uma má notícia para a Pharol

Os resultados preliminares mostram que a maioria dos credores da telecom brasileira optou pela conversão em capital das dívida que tinham a haver da Oi. Trata-se de uma má notícia para a Pharol.

Os credores aceitaram ficar com 71% do capital da Oi, no âmbito do plano de recuperação judicial e do aumento de capital da telecom brasileira aprovado em março.

Os resultados preliminares relativos ao processo de conversão de créditos, divulgados na sexta-feira pela Oi em comunicado enviado ao regulador brasileiro, mostram que os credores titulares de créditos no valor de 8.017 milhões de dólares ou equivalente em reais e euros optaram pela sua conversão em capital como a modalidade de pagamento para as suas dívidas.

“A potencial diluição que resultaria da futura distribuição de Ações PTIF (conforme definido no Plano) e da futura emissão de novas ações ordinárias e bónus de subscrição, no contexto do aumento de capital aprovado em reunião do Conselho de
Administração de 5 de março de 2018, seria de, aproximadamente, 71%”, especifica a Oi em comunicado divulgado pela Pharol este sábado no site da CMVM.

Os 71% de diluição de capital ficam um pouco aquém face ao máximo de 75% de conversão que o plano de recuperação da Oi, aprovado em dezembro, previa. Entretanto a Oi definiu até março como o prazo para os credores escolherem a modalidade de pagamento dos seus empréstimos, o que é agora conhecido e que mostra que a maioria dos credores qualificados optou por receber em ações.

Do ponto de vista da Pharol, trata-se de uma má notícia. A empresa portuguesa sempre se opôs à operação porque tal implica uma perda de poder da empresa portuguesa na Oi, onde detém 22,24% do capital. A diluição resultante deste aumento de capital, reduz substancialmente o peso da Pharol no capital da telecom brasileira.

O resultado preliminar apurado ainda está sujeito ao resultado de uma oferta de troca que será feita aos detentores de dívida, bem como ao resultado do exercício de preferência pelos atuais acionistas da Oi na oferta, onde se inclui a Pharol.

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