Reclamações dos portugueses aumentaram 43% no primeiro trimestre. Meo e CTT foram as empresas com mais queixas

As queixas relacionadas com o setor dos correios tiveram o maior aumento, atingindo as 2.119. Reclamações com o comércio online cresceram 51%, devido ao aumento do uso da Internet para compras.

O Portal da Queixa recebeu 15.506 reclamações por parte dos portugueses no primeiro trimestre do ano, mais 43% do que no período homólogo. As queixas relacionadas com o comércio eletrónico cresceram 51%, devido a uma maior utilização da Internet, explica a entidade. Os clientes da Meo e dos CTT são os mais insatisfeitos.

Entre janeiro e março do ano passado, os portugueses apresentaram 10.830 reclamações no Portal da Queixa, um número que aumentou para 15.506 apenas nos três primeiros meses deste ano. As operadoras de telefone, Internet e televisão são a categoria que mais queixas recebeu, com um total de 2.610 no mesmo período.

A principal subida no primeiro trimestre deste ano corresponde às reclamações recebidas no setor do correio postal e expresso, com um total de 2.119 reclamações, mais 159% do que no período homólogo.

Destaque ainda para o comércio eletrónico, cujas queixas aumentaram 51% para 2.452, um crescimento que o Portal da Queixa relaciona com o “aumento na utilização da Internet pelos portugueses para a realização das suas compras”. “Hoje em dia, a Internet é uma das ferramentas mais utilizadas pelos portugueses, consequentemente, as experiências de consumo online aumentaram e, inevitavelmente, as reclamações também“, explica Pedro Lourenço, CEO da entidade, em comunicado.

A marca Meo lidera a tabela do maior número de queixas recebidas, com um total de 1.404, à frente dos CTT, com 1.350 e da Nos, com 629. Relativamente a entidades públicas, o destaque vai para a Segurança Social com um total de 573 reclamações, à frente do Centro Nacional de Pensões (179) e do Serviço Nacional de Saúde (173).

De acordo com o fundador do Portal da Queixa, “existem inúmeros motivos para os portugueses reclamarem, mas na sua maioria estão relacionados com os atrasos nas entregas de encomendas, mau serviço prestado, como burlas ou esquemas fraudulentos online, entre outros”.

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