Nuno Amado: “Partidos deviam definir metas para redução da dívida”

  • ECO
  • 25 Abril 2018

O presidente do BCP considera que os partidos com responsabilidade parlamentar deviam chegar a um acordo e definir uma meta para a redução da dívida pública.

O presidente do BCP considera que para se chegar a uma “economia justa” é preciso reduzir o nível da dívida. Para Nuno Amado, os partidos deviam chegar a um acordo que definisse a meta da dívida nos próximos anos. Apesar de ter recuado, Portugal continua a ter dos rácios de dívida mais elevados na Europa: está em 125,7% do PIB.

“Se quisermos ter uma economia justa, que apoie os mais necessitados, uma economia social europeia adequada, precisamos de ter um nível claro de riqueza e sustentabilidade”, defende o presidente do BCP no programa Negócios da Semana, que vai ser transmitido esta quarta-feira à noite na SIC Notícias, e que conta com a presença do presidente da CGD e do Novo Banco. Nuno Amado considera que para isso é preciso reduzir o nível da dívida pública.

"Devemos ter uma redução do nível da dívida e esse devia ser o acordo entre os principais partidos. Os partidos com responsabilidade parlamentar deviam chegar a um acordo amplo [que definisse] o objetivo da dívida daqui a três, cinco e dez anos.”

Nuno Amado

Presidente do BCP

“Devemos ter uma redução do nível da dívida e esse devia ser o acordo entre os principais partidos. Os partidos com responsabilidade parlamentar deviam chegar a um acordo amplo [que definisse] o objetivo da dívida daqui a três, cinco e dez anos”, refere o gestor.

O Eurostat confirmou a queda do rácio da dívida pública para 125,7% do PIB, resultado, em parte, dos vários reembolsos antecipados feitos ao Fundo Monetário Internacional — este é o valor previsto no Programa de Estabilidade do Governo. Esta quebra, associada ao crescimento da economia, traduz igualmente o maior controlo sobre as contas públicas.

“Neste momento temos um crescimento económico superior ao custo da dívida, o que é muito positivo” e “permite reduzir a dívida pública de forma sustentável”, sublinhou o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo. Já António Ramalho, presidente do Novo Banco, defende que “é preciso estimular a redução da dívida” antes que haja uma inversão dos juros, o que vai acontecer assim que o BCE decidir pôr fim aos estímulos monetários que serviram para impulsionar a economia.

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