Taxa de desemprego recua para 7,9%, a mais baixa desde 2008

A taxa de desemprego caiu para 7,9% no primeiro trimestre, o registo mais baixo desde 2008, revelou hoje o INE. Esta taxa está em queda em relação ao trimestre anterior há quase dois anos.

A taxa de desemprego recuou para 7,9% no primeiro trimestre do ano, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que nos três meses anteriores e 2,2 p.p. abaixo do verificado um ano antes, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de desemprego traça uma tendência de queda face ao período imediatamente anterior desde o segundo trimestre de 2016, ou seja, há quase dois anos.

Apesar de ter passado para baixo da barreira dos 8%, a evolução da taxa de desemprego mantém o mesmo mínimo que tinha registado no último trimestre do ano passado. Ou seja, volta a ser preciso recuar ao quarto trimestre de 2008 para encontrar uma taxa mais baixa.

Entre outubro e dezembro de 2017, a taxa de desemprego situou-se em 8,1%. No arranque do ano passado, o desemprego tinha afetado 10,1% da população ativa.

No Programa de Estabilidade, o Governo espera uma redução da taxa de desemprego de 8,9% no conjunto do ano de 2017 para 7,6% em 2018. Também o Banco de Portugal acredita que a situação no mercado de trabalho continuará a melhorar. Nas previsões apresentadas no final de março, a instituição liderada por Carlos Costa apontava para uma redução da taxa de desemprego de 8,9% para 7,3%, entre 2017 e 2018.

Na nota sobre o mercado de trabalho, o INE revela que “a taxa de desemprego dos homens (7,6%) foi inferior à das mulheres (8,1%) em 0,5 p.p., tendo a primeira diminuído 0,1 p.p. em relação ao trimestre anterior e a segunda diminuído 0,3 p.p.“.

“Por seu turno, a taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) foi de 21,9%, o valor mais baixo da série iniciada no primeiro trimestre de 2011. Face ao trimestre anterior, aquela taxa diminuiu 1,6 p.p.”, acrescenta o instituto estatístico.

Apesar da melhoria no mercado de trabalho, as pessoas que estão há mais tempo em situação de desemprego continuam com dificuldades no regresso a uma situação de emprego. “A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) foi 53,8%, tendo diminuído 0,3 p.p. em relação ao quarto trimestre de 2017.”

Quanto à evolução da taxa de desemprego em relação ao mesmo trimestre de 2017, os dados do INE mostram uma redução em relação ao trimestre homólogo, “mais para as mulheres (2,4 p.p.) do que para os homens (2,2 p.p.)”.

Tal como na variação em relação ao trimestre anterior, também a taxa de variação homóloga da taxa de desemprego entre os jovens aponta para uma redução da taxa, de menos 3,2 p.p..

“Em relação ao primeiro trimestre de 2017, a proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses (longa duração) diminuiu 1,8 p.p..”

População desempregada acima de 400 mil no primeiro trimestre

Nos primeiros três meses do ano, 410,1 mil pessoas estavam sem trabalho. Este universo “diminuiu 2,8% em relação ao trimestre anterior (11,9 mil), prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016”. A explicar esta evolução estiveram principalmente as mulheres, as pessoas dos 15 aos 24 anos, os que completaram, no máximo, o terceiro ciclo do ensino básico, as pessoas à procura do primeiro emprego, provenientes do setor da indústria, construção, energia e água, e as pessoas à procura de emprego há 12 e mais meses.

Em relação ao período homólogo, a população desempregada diminuiu 21,7% (113,8 mil), uma redução ligeiramente inferior à observada no trimestre anterior, com as razões para esta redução a serem mais transversais que as anteriores.

Apesar das melhorias, a população desempregada no trimestre manteve-se acima de 400 mil, não obstante ao nível dos desempregados registados nos centros de emprego o registo já ser inferior a essa marca.

Empregos no primeiro trimestre quase estagnados face ao final de 2017

A descida da população desempregada tanto em relação ao trimestre anterior como homólogo, foi acompanhada de uma subida do universo de pessoas a trabalhar. No entanto, o acréscimo de pessoas com emprego cresceu de forma quase insignificante no primeiro trimestre do ano quando comparado com o trimestre anterior.

Até março, existiam 4.806,7 mil pessoas com trabalho, apenas mais 1,8 mil do que no final de 2017, o que “corresponde a uma variação relativa quase nula”, escreve o INE. Já em relação ao trimestre homólogo “a população empregada aumentou 3,2% (148,6 mil), prolongando a série de variações homólogas positivas iniciadas no quarto trimestre de 2013”.

(Notícia atualizada)

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