Empresas alemãs criam mais de 50 mil empregos em Portugal

  • ECO
  • 30 Maio 2018

As empresas alemãs são responsáveis por cerca de 35 mil empregos diretos em Portugal mas sabemos que são mais. Calculamos que são aproximadamente 50 mil.

A Alemanha é um dos maiores empregadores em Portugal, logo depois do Estado. As cinco maiores empresas alemãs têm mais de 20 mil trabalhadores, revela esta quarta-feira o Dinheiro Vivo, citando dados da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA).

“Os dados oficiais revelam que as empresas alemãs são responsáveis por cerca de 35 mil empregos diretos em Portugal mas sabemos que são mais. Calculamos que são aproximadamente 50 mil. A estes juntam-se os empregos indiretos, que não conseguimos quantificar, porque muitas industriais alemãs têm fornecedores locais”, explica Hans-Joachim Böhmer, diretor executivo da CCILA, citado pelo jornal.

No topo está a Volkswagen que emprega 5.700 trabalhadores na Autoeuropa, mas é seguida de perto pelo Lidl, que dá emprego a 5.200 pessoas. A Bosch através dos investimentos que tem vindo a fazer nas várias fábricas do país já contratou 4.450 pessoas. A fábrica de Braga vai receber esta segunda-feira a visita da chanceler alemã Angela Merkel.

No ranking das contratações, mais abaixo surge a Siemens (2150), Continental Mabor (2038), Coindu (2000), Enercon (1.500), Gabor (1.400), Grohe (800) ou ainda Preh (600).

O presidente do conselho diretor da CCILA explica que os alemãs procuram em Portugal “a qualidade dos recursos humanos, em particular na área da engenharia”. “O excelente domínio das línguas estrangeiras, uma boa rede de infraestruturas, o elevado nível de segurança, a estabilidade política e a boa abertura que Portugal sempre teve ao investimento estrangeiro”, são também fatores que explicam o entusiasmo das empresas alemãs em relação a Portugal, elenca Miguel Franco.

Segundo os dois responsáveis, o desafio de Portugal nos próximo anos é conseguir responder à procura de mão-de-obra qualificada que estas empresas vão ter. “As empresas procuram talento, mas é preciso que ele exista”, diz Miguel Franco.

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