Impresa vende edifício do Expresso ao Novo Banco. Encaixa 24 milhões de euros

  • Rita Atalaia
  • 14 Junho 2018

A empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão vendeu o edifício onde está o Expresso, em Paço de Arcos, ao Novo Banco. Com esta operação, encaixa 24,2 milhões de euros.

A Impresa vendeu o edifício onde estão todas as publicações da empresa, nomeadamente o jornal Expresso, ao Novo Banco. Com esta operação de venda e consequente arrendamento por um período de dez anos, a empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão encaixou 24,2 milhões de euros.

“A Impresa alienou o edifício Impresa, em Paço de Arcos, ao Novo Banco, e que foi tomado em locação financeira pela Impresa, por um período de dez anos”, avança a empresa de media num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. “O montante envolvido na operação foi de 24,2 milhões de euros”, refere.

"A Impresa alienou o edifício Impresa, em Paço de Arcos, ao Novo Banco, e que foi tomado em locação financeira pela Impresa, por um período de dez anos.”

Impresa

Esta venda é feita com um contrato automático de arrendamento, o que faz com que nos próximos dez anos a dona da SIC e Expresso irá passar a pagar uma renda mensal ao novo proprietário.

A Impresa explica, ao ECO, que parte do dinheiro obtido com esta operação servirá para “financiar a obra de expansão do edifício Impresa [o mesmo que foi vendido]”, mas também vem resolver um outro problema: “esta operação servirá para pagar o empréstimo obrigacionista” que vai atingir maturidade nos próximos meses (há uma linha de obrigações no valor de 30 milhões de euros que atinge a maturidade em novembro deste ano).

Recorde-se que, no ano passado, a empresa desistiu de uma emissão obrigacionista, numa operação onde pretendia garantir até 35 milhões de euros, sobretudo para assegurar o ‘revolving’ de dívida. A empresa dona da SIC justificou essa retirada com as alterações recentes de que o setor de media foi alvo, mas fontes de mercado contactadas pelo ECO garantiram que o motivo foi outro: a operação falhou porque não houve procura por parte dos investidores.

A Impresa registou um prejuízo de quase 640 mil euros nos primeiros três meses do ano. Ainda assim, foi uma melhoria dos resultados da dona da SIC, que tinha perdido 2,8 milhões de euros no mesmo período do ano passado, altura em que ainda não tinha vendido o portefólio de revistas. No trimestre, a empresa manteve a trajetória de redução de custos e redução da dívida, mas as receitas caíram.

(Notícia atualizada às 19h25 com declarações da Impresa)

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